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Brasília 40 graus: compra de ar-condicionado tem de ser consciente

O ar-condicionado proporciona maior conforto na hora dos estudos, mesmo em tempos em que o calor não estiver tão latente

O clima seco e o calor na cidade afeta a todos. Foto: Paulo Henrique Carvalho/ Agência Brasília

Felipe Vasconcelos, 23 anos, foi um dos consumidores que decidiu comprar um ar-condicionado diante do calor intenso dos últimos dias. De acordo com ele, que mora com os pais, o difícil era convencer a família de que o equipamento é necessário. “Nesse tempo de calor, espero conseguir convencê-los. É algo que eu tenho pesquisado já há um tempo para comprar”, disse.

Ele é estudante de Engenharia Automotiva na Universidade de Brasília (UnB) e tem participado das aulas à distância. O ar-condicionado, segundo Felipe, proporcionaria maior conforto na hora dos estudos, mesmo em tempos em que o calor não estivesse tão latente.

Foto: Vitor Mendonça/ Jornal de Brasília

“Meus pais são muito friorentos, então eles não têm interesse nenhum, e se incomodam com o frio. Mas eu sou muito calorento, e eles entendem – acho que vão autorizar. Nunca tive problema com a baixa umidade que o ar-condicionado pode gerar também”, afirmou. Ele está em busca de um aparelho com melhor eficiência e custo-benefício, ainda que pague um pouco mais caro.

De acordo com o professor Roberto Bocaccio Piscitelli, economista especializado em economia doméstica, é preciso pensar bem antes de adquirir um produto com gastos tão altos de energia em casa, mas a compra por impulso acaba sendo um fator comum neste período. “Faz parte da nossa cultura esse tipo de compra. Deixamos para buscar algumas coisas justamente nos momentos mais inapropriados, e, portanto, sem planejamento, provavelmente pagando mais caro”, analisou o especialista.

“Quem se aproveita é o comércio, que tem a demanda aumentada. [Sem um planejamento], a pessoa vai comprar esse tipo de equipamento, que é um dos que mais consomem energia, justamente em um momento em que a energia está mais cara. É claro que as pessoas se sentem desconfortáveis com esse calor, mas, optando em comprar agora, dificilmente encontrará boas opções de negociação para adquirir um equipamento mais barato, ou mesmo de melhor qualidade, mais ajustado às suas necessidades”, disse Roberto.

Porém, ele admite que isso dependerá das condições financeiras de cada indivíduo, cabendo à pessoa administrar o que melhor deve se encaixar ao seu orçamento. “O melhor é se programar para adquirir as coisas. Todos sabem que setembro é um dos meses mais quentes do ano. Era previsível que as temperaturas aumentassem. Daí quem não se programou para isso pagará o valor exigido”, destacou. “Se a pessoa puder aguardar um pouco e esperar que o calor arrefeça mais um pouco para adquirir o equipamento, depois dessa pressão comercial, é melhor.”

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