Os pacientes em estado grave da gripe Influenza A (H1N1) estão sendo tratados com um medicamento específico, abortion o fosfato de oseltamivir (Tamiflu, discount da fabricante Roche). São dois comprimidos diários durante cinco dias. Segundo especialistas da UnB, symptoms o tratamento é eficaz, porém, é um paliativo. É preciso investir em prevenção. O Brasil já se prepara para produzir uma vacina contra a gripe. O Instituto Butantan aguarda apenas a chegada de amostras do vírus para iniciar a produção.
Segundo o professor da Faculdade de Medicina Pedro Tauil, o problema é que nem todos os pacientes que chegam gripados ao hospital passam por diagnóstico laboratorial. Isso só é feito com pacientes que apresentam sintomas graves. “Somente os casos mais graves você trata com Tamiflu. A humanidade não tem defesa específica contra esse vírus”, afirma ele. Pedro diz que a globalização tornou impossível a contenção do vírus e ele vai continuar se propagando.
“Ela se espalha muito rápido, está se comportando como uma gripe comum. A gripe comum também mata e não temos dados confiáveis sobre a taxa de letalidade”, disse Pedro. Para o professor, ninguém pode prever o futuro da pandemia. “Esse vírus pode aumentar ou diminuir a sua virulência, a depender do acaso, sofrendo mutações”, avisa. Por isso, é preciso acompanhar, monitorar a pandemia e investir em prevenção. Para os especialistas, não é possível comparar os efeitos desta pandemia com outras, como a da gripe espanhola, em 1918, por conta das diferenças de infraestrutura dos serviços de saúde e os avanços da Medicina.
O epidemiologista e médico do Hospital Universitário de Brasília (HUB) Evóide Moura acredita que o essencial, neste momento, é interromper o avanço do vírus. “É preciso vacinar e quebrar essa cadeia de transmissão. O vírus é mutável, ele pode se tornar mais virulento e agressivo. A vacina é fundamental, para impedir uma nova onda de contágio”, afirma.
PRODUÇÃO – Evóide Moura diz que o processo de fabricação da vacina é simples. “O Brasil já tem tecnologia de produção, a tecnologia e metodologias são parecidas. Só é preciso aumentar os cuidados com manipulação e biossegurança”, afirma. O tempo habitual de fabricação de uma vacina é de quatro a seis meses.
O Instituto Butantan vai produzir a vacina contra o vírus Influenza A (H1N1) no Brasil. A Organização Mundial de Saúde (OMS) consegue amostras de vírus vivo e o cultiva em laboratório. O Instituto Butantan aguarda que a OMS envie essas amostras, chamadas de cepas, para manipular o vírus em laboratório e iniciar a produção da vacina. O Ministério da Saúde prevê que a vacina esteja disponível para a população brasileira no próximo inverno, em junho de 2010.