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Brasília

Botijão de gás causou incêndio em escola, durante festa do Dia da Criança

Arquivo Geral

12/10/2012 7h08

Elaine Siqueira, Johnny Braga e Rener Lopes
redacao@jornaldebrasilia.com.br

 

Uma festa em comemoração ao Dia da Criança acabou de forma inesperada em uma escola particular instalada na Quadra 8 do Setor de Indústrias Gráficas (SIG). Cerca de 200 crianças pequenas  participavam das festividades quando houve um vazamento de gás, causando um incêndio. As chamas se espalharam e atingiram ainda uma gráfica vizinha. A situação provocou pânico entre alunos e professores.

 

A estrutura do evento havia sido montada na quadra de esportes da escola canadense Maple Bear, onde eram servidos os lanches e foram instalados brinquedos infláveis. Segundo o Corpo de Bombeiros, o botijão que causou o incêndio era usado em um carrinho de pipocas. Uma adolescente de 15 anos, que seria a responsável por manipular a máquina, ficou ferida com a explosão. Ela sofreu queimaduras nos braços, pernas e rosto e foi encaminhada ao Hospital Regional da Asa Norte (Hran).  Nenhuma criança se feriu.

 

 

 Ao portal R7, a vítima queixou-se sobre a falta de ajuda dos funcionários da escola. A jovem disse que só teve ajuda após a chegada do Corpo de Bombeiros. Testemunhas informaram que a jovem, menor de idade, estaria trabalhando de maneira irregular. Procurada pela reportagem, a escola informou que contratou os serviços de uma empresa terceirizada, mas não divulgou o nome da instituição contratada.

 

 

As chamas tomaram maior proporção ao atingir os brinquedos infláveis, o que aconteceu em uma questão de segundos, conforme o relato de testemunhas. Os alunos, com idades de três a nove anos, foram retirados  da escola e levados para uma outra gráfica, ao lado direito da instituição. Alguns funcionários da escola também deixaram o local, enquanto outros tentavam ajudar a combater o incêndio. Ninguém ficou ferido.

 

 

“O que facilitou essa retirada dos alunos é que a escola oferece treinamento de combate a incêndio e de evacuação do prédio. Assim, os alunos seguiram as orientações. A gráfica também nos auxiliou, recebendo as crianças”, explicou o diretor-executivo da Maple Bear, André Sobreira.

 

 

 

O desespero tomou conta de muitos pais que, assustados, chegavam a todo momento para buscar seus filhos. “Eu estava em um mercado fazendo compras quando uma amiga me ligou avisando do incêndio. Eu larguei as compras e saí correndo, porque tudo que eu queria era ver meus filhos bem”, afirmou a administradora Eliane Castro, mãe de crianças de dois e cinco anos.

 

Segundo o repórter cinematográfico Cláudio Moraes, pai de um garoto de três anos, o apoio também veio das ruas. “Quem passava pelo local retirava as crianças e levava para a gráfica”, contou.

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