O bombeiro militar Mauro Alves dos Santos, de 48 anos, foi afastado da equipe de segurança externa da governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), após ser investigado por supostamente ameaçar um policial militar com uma arma de fogo durante uma discussão em uma academia de Águas Claras. O caso ocorreu no último sábado (18) e é investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).

Segundo o boletim de ocorrência, Mauro e o policial militar Luis Fernando Andrade de Oliveira, de 43 anos, discutiram dentro do estabelecimento. Conforme o relato da vítima e de testemunhas, o bombeiro retirou uma arma de fogo do armário onde estava guardada, colocou o armamento na cintura e teria afirmado que iria “pegá-lo na porrada”. A Polícia Militar foi acionada e registrou a ocorrência na 21ª Delegacia de Polícia, em Taguatinga Sul.
Imagens das câmeras de segurança registraram parte da confusão. Nas gravações, é possível ver o momento em que o bombeiro retira a arma do armário e a coloca na cintura antes de continuar a discussão com o policial.
À Polícia Civil, Mauro Alves dos Santos negou ter ameaçado o policial. Em depoimento, afirmou que treinava com a namorada quando passou a ser encarado pela vítima, situação que deu início à discussão. Segundo ele, sentiu-se ameaçado, motivo pelo qual retirou a arma do armário e a colocou na cintura. O bombeiro sustentou que não sacou o armamento, não o apontou para ninguém e não fez ameaças. A versão foi parcialmente corroborada pela namorada, que confirmou que ele colocou a arma na cintura, mas disse não ter presenciado ameaças explícitas nem visto o bombeiro apontar a arma para qualquer pessoa.
Após a repercussão do caso, Mauro foi retirado da equipe de segurança da governadora. Em nota, a assessoria de Celina Leão informou que, “tão logo soube do episódio, a governadora Celina determinou o imediato afastamento dele e seu retorno para o Corpo de Bombeiros. Ele estava de férias até o dia 3 de agosto. As Corregedorias do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar abriram procedimentos apuratórios”.
O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal informou que aguarda a formalização do caso pela delegacia responsável. Em nota, a corporação afirmou que, após o recebimento das informações oficiais, a ocorrência será analisada administrativamente e, caso sejam constatados indícios de irregularidades, serão adotadas as medidas cabíveis, sem prejuízo da investigação conduzida pelos órgãos competentes.
Ao fim dos depoimentos, a autoridade policial determinou a lavratura de um Termo Circunstanciado (TC). O policial militar que afirma ter sido ameaçado manifestou interesse em representar criminalmente contra o bombeiro.