Clarismar Fernandes de Oliveira, bombeiro militar da reserva do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal (CBMDF) e empresário foi preso na última terça-feira (18), suspeito de uma série de abusos sexuais. As investigações, conduzidas pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), revelam um padrão de violência sexual, psicológica e ameaças, com vítimas em situação de extrema vulnerabilidade.
Clarismar é acusado pelos crimes de estupro de vulnerável, violência psicológica contra a mulher e ameaça. A soma das penas, considerando as majorantes, pode chegar a 73 anos e 6 meses de reclusão, embora o limite máximo de cumprimento de pena no Brasil seja de 40 anos, conforme o art. 75 do Código Penal.
O método dos abusos

O padrão criminoso envolvia situações de violências psicológicas e isolamento da vítima, que era submetida a violências tanto em sua residência, em Samambaia/DF, quanto na gráfica de Clarismar, a GC Fernandes Gráfica e Editora Ltda.
O local de trabalho, situado na ADE, Conjunto 10, Lote 15, Samambaia Sul, é conhecido na região por manter contratos com grandes empresas.
Outro ponto investigado é a atuação de Clarismar como voluntário na Casa do Caminho, uma instituição que acolhe crianças e adolescentes encaminhados pela Vara da Infância e Juventude do DF. A entidade, que trabalha com famílias em situação de vulnerabilidade, confirmou que o réu chegou a levar menores para sua casa, muitas delas meninas.
É nesse contexto que as autoridades agora investigam a existência de outras possíveis vítimas, tanto da família quanto do convívio profissional e voluntário do acusado. O Ministério Público ressaltou que o padrão sistemático dos abusos reforça a necessidade da prisão preventiva.
Justiça nega liberdade ao réu
A defesa de Clarismar Fernandes de Oliveira entrou com um pedido de revogação da prisão preventiva sob a argumentação de que ele não representaria risco à sociedade. Entretanto, o Ministério Público se manifestou contrariamente, destacando que:
- A gravidade dos crimes impede a liberdade do acusado;
- Há risco concreto de reiteração criminosa;
- A soltura poderia intimidar vítimas e testemunhas.
A Justiça manteve a prisão preventiva, considerando as evidências robustas e a natureza dos crimes.
Diante dos indícios de outras vítimas, o Ministério Público e a DPCA reforçam a importância de que qualquer pessoa que tenha informações sobre o caso ou tenha sido vítima de Clarismar procure as autoridades.
O advogado Dr. Rubens dos Santos Pires, que representa a família da vítima, destacou que os parentes estão extremamente abalados e recebem acompanhamento psicológico. Ele defende celeridade no julgamento e a máxima proteção às vítimas.
Procurado pela equipe de reportagem, a defesa do acusado não se manifestou.