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Brasília

Boas lembranças são o que ficam da professora Christiane

Arquivo Geral

04/04/2013 7h20

 

 

As aulas na Escola Classe 204 Sul foram retomadas após dois dias letivos de luto pela trágica morte da professora Christiane Mattos, 37 anos. Antes de as salas serem ocupadas por professores e alunos, mais de cem pessoas prestaram homenagem a ela. Muito emocionados,  alunos de Christiane  leram textos e confessaram que a “tia” era uma das pessoas mais importantes de suas vidas.

O marido, os filhos e os pais da vítima do assassinato ocorrido na última quinta-feira também estavam presentes. Durante o encontro, uma das colegas de trabalho da professora leu o texto “A história de uma folha”, que fala sobre  nascimento e morte: “A Folha pousou num monte de neve. Estava macio, até mesmo aconchegante. Naquela nova posição, a folha estava mais confortável do que jamais se sentira”, diz  o texto.

De acordo com a diretora do colégio, Alessandra de Oliveira, o encontro foi de muita oração e de oferecer força aos familiares. Para as crianças, o objetivo “era mostrar que a professora foi para um lugar melhor e não deverá voltar”.

 

 

Um pequeno altar, com uma foto  e flores ao redor, foi montado no pátio. As flores foram escolhidas pela diretora: eram rosas, cor preferida de Christiane, com pétalas delicadas. Ao fundo, a imagem dela com um sorriso. “Queremos que nossos alunos a vejam assim para sempre. Porque ela era muito feliz e dedicada à escola”, lembrou Alessandra.

 

À noite, mais homenagens à professora. Amigos, familiares e conhecidos   compareceram à missa de sétimo dia. Marcada por comoção e indignação devido à forma como Christiane morreu, a cerimônia ocorreu na Paróquia do Coração de Jesus da 615 Sul, celebrada pelo bispo emérito da diocese de Floriano, no Piauí, Dom Augusto, e o frei Telles do Nascimento .
Dom Augusto lembrou do crime em sua fala: “A morte dela não foi em vão. A mídia vem acompanhando o caso e mostrando à população os problemas da violência na nossa cidade, que devem ser resolvidos”, disse.

 

Dentro do contexto da Páscoa, no qual a morte significa uma nova vida, os pais da pedagoga, José Mariano   e Altiva dos Santos, e o marido Marcos Aurélio Mattos foram levados ao altar para acender  velas em memória de Christiane.
Marcos e a família frequentavam a paróquia na qual a missa ocorreu. Ele ajudava a coordenar os coroinhas. “Hoje eu sinto uma mistura de tristeza, mas com alegria pela solidariedade que recebi da comunidade e pelo conforto de saber que a Christiane está no céu”, disse.

 

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