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Brasília

BNDES libera R$ 27 milhões para GDF começar obras do VLP

Arquivo Geral

05/08/2009 0h00

O GDF assinou contrato de empréstimo com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no valor de R$ 27 milhões que irá garantir o início das obras do Veículo Leve sobre Pneus (VLP). O acordo foi firmado nesta quarta-feira (5) entre o governador José Roberto Arruda e o diretor de Inclusão Social e Crédito do BNDES, Élvio Gaspar. O VLP é um dos principais projetos do programa Brasília Integrada e irá ligar Gama, Santa Maria e municípios do Entorno Sul por meio de corredores exclusivos para ônibus. O valor total da obra é estimado em R$ 600 milhões e deverá atender cerca de 600 mil pessoas por dia.

O novo empréstimo é o segundo pacto assinado entre as GDF e BNDES em menos de um mês para investimento em melhorias no transporte público no DF. No dia 23 de julho foi feita uma parceria no valor de R$ 260,3 milhões para a compra de 12 novos trens do metrô e para a modernização do sistema de sinalização e controle da frota atua.


Segundo o governador, outros R$ 10 milhões do governo já estão destinados para o empreendimento nesta primeira fase. A única pendência, atualmente, é a liberação da licença de instalação, emitida pelo Instituto Brasília Ambiental (Ibram), que permitirá o início da primeira etapa do projeto. Assim que o documento for liberado, a Secretaria de Obras entra em ação. “A obra já foi licitada e os contrato assinados. Em breve as máquinas estarão trabalhando”, disse Arruda.
 
A execução da segunda etapa depende de empréstimo de R$ 300 milhões, em negociação com a Corporação Andina de Fomento (CAF). A obra deve levar cerca de quatro anos para ser concluída. Ela será o terceiro eixo de um sistema construído para integrar as cidades do DF, somando-se ao eixo Sobradinho/Planaltina e à Linha Verde, que irão ganhar vias marginais nos dois sentidos, corredores exclusivos para ônibus, passarelas e ciclovias. Ambas já iniciaram as obras.

O projeto VLP prevê ainda linhas de ônibus expressas (sem interrupções) ou divididas em estações de embarque e desembarque, sendo que algumas estarão integradas ao metrô e ao Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), na W3 Sul. As faixas exclusivas totalizarão 25,9 km. Os usuários utilizarão ônibus modernos, articulados e monitorados por um centro de controle operacional, similar ao que garante a segurança operacional do metrô.
 
VLT na W3


Este não é o único projeto que beneficiará o transporte no Distrito Federal. O Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) é uma solução encontrada pelo governo para reduzir o número de ônibus e carros nas ruas da capital federal. Em junho, o governador foi até Montpellier, na França, conhecer o sistema e assinar uma parceria no valor de 350 mil euros (cerca de R$ 980 mil) com uma empresa da cidade e a Agência Francesa de Desenvolvimento para parceria técnica na construção do VLT.
 
Na primeira etapa, será construída a linha que começa no terminal da Asa Sul e vai até o Brasília Shopping, prevista para terminar em um ano. A segunda fase será a ligação do Aeroporto até o final da Asa Sul, com previsão de término em 2013. Existe ainda a possibilidade de extensão do VLT ligando o Memorial JK à Esplanada.
 
A construção do VLT deve começar logo que for assinado o empréstimo de 140 milhões de euros (cerca R$ 390 milhões) com a Agência Francesa de Desenvolvimento. A expectativa é que a assinatura seja em setembro, quando o Presidente da França, Nikolas Sarkosy, visita o Brasil.
 
Linha Verde e metrô

Outro grande passo para melhoria do transporte urbano é a construção da Linha Verde. Os cerca de 140 mil veículos que transitam diariamente pela Estrada Parque Taguatinga (EPTG) ganharão vias marginais nos dois sentidos, um corredor exclusivo para ônibus e asfalto novo. Quatro viadutos, 17 passarelas e um ciclovia em toda extensão da via também vão integrar o trecho de 12,7 quilômetros entre a entrada de Taguatinga e o acesso à Estrada Parque Indústria e Abastecimento (EPIA).

O metrô também passará por mudanças, principalmente na frota, que será ampliada. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) concedeu R$ 260,3 milhões para expansão e modernização do transporte. O valor será usado na compra de 12 trens de quatro carros cada e investimentos na modernização do sistema de sinalização e controle da frota atual, composta por 20 trens.

Com as mudanças, a expectativa é que o sistema metroviário possa atender 300 mil passageiros por dia, o dobro da demanda atual. Serão 49,2 km de extensão, 34 estações e frota de 32 trens.


 


 

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