O bloco materno infantil do Hospital Regional da Asa Sul foi reativado na manhã desta quarta-feira com a presença do governador José Roberto Arruda, information pills após cinco meses de reforma. A partir de agora a unidade poderá voltar à rotina de atendimento das mulheres em trabalho de parto e aos recém-nascidos que necessitam de UTI neonatal. Além de recuperar a infraestrutura do prédio, danificado devido a infiltrações no telhado, o governador prometeu solucionar o problema de escassez de pessoal.
“Investimos R$ 1,8 milhão para recuperar totalmente essa área. Queremos que o Hras volte a ser modelo, o hospital referência que sempre foi”, afirmou Arruda. “Na semana que vem, resolveremos o problema de falta de pessoal. Passaremos para 40 horas todos os servidores do hospital interessados no aumento da carga horária. Se isso não for suficiente, chamaremos novos concursados”, completou o governador.
O secretário Augusto Carvalho também ficou satisfeito com a reabertura do bloco. Segundo ele, um hospital da importância do Hras merece atenção especial. “Quando diagnosticamos que havia uma falha na estrutura do telhado, determinamos que fosse feita a recuperação total da cobertura para resolver definitivamente o problema de infiltrações”, ressaltou.
Toda a cobertura do bloco foi refeita, o sistema de escoamento das águas da chuva foi trocado e realizada pintura geral e outros pequenos reparos. Havia uma falha na concepção original da cobertura que impedia o escoamento eficiente das águas da chuva. A reforma custou cerca de R$ 1,8 milhão ao GDF.
Em cinco meses de trabalho intenso, a estrutura da cobertura do bloco, danificada devido às fortes chuvas registradas nos meses de dezembro e janeiro, foi refeita. O projeto é da Coordenação Geral de Engenharia em Saúde, da Secretaria de Saúde. “O trabalho foi bem feito e temos certeza que resolvemos definitivamente os problemas de infiltração, mesmo se houver fortes chuvas”, afirmou o diretor do Hras, Alberto Henrique Barbosa, que também acompanhou a visita.
Com a reabertura do bloco materno infantil, o Hras retoma suas atividades normais, o que significa voltar a fazer os cerca de 20 partos diários. Devido à interdição, esses procedimentos foram reduzidos no período de obras. Também retornam ao local os diversos serviços transferidos para outros setores do hospital, como a Unidade de Terapia Intensiva Neonatal, que passou a ocupar o espaço da cirurgia pediátrica.
A retomada plena das atividades da maternidade – referência para gestação de alto risco -, será de forma gradual. Há a necessidade de executar algumas adaptações, tanto no bloco materno infantil, quanto nos setores que tiveram sua rotina alterada durante a obra.
A UTI-Neonatal do Hras tem espaço para 46 leitos, sendo 26 para alto risco, 20 para médio risco. O centro obstétrico dispõe de 11 salas de parto – os chamados PPPs (pré-parto, parto e pós-parto); seis leitos de observação, oito leitos para alto risco, além de quatro salas de cirurgia. O bloco também abriga uma sala de aulas, utilizada pela residência médica, além de uma sala de estudos e banco de leite materno.
O bloco materno infantil do Hras, com 3.700m2, foi inaugurado em 2000 e fez parte de um plano de renovação e ampliação do hospital, um dos mais antigos do Distrito Federal , com 43 anos de atividades.