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Brasília

Biblioteca da UnB conta a história do rock

Arquivo Geral

19/08/2009 0h00

Vinis pendurados no teto, som na vitrola, vídeos de shows, capas, festivais e instrumentos retratam as cinco décadas do gênero musical que influencia gerações há 50 anos. O material pode ser conferido até 31 de agosto na Biblioteca Central da Universidade de Brasília (UnB). A exposição História do Rock em Vinil pretende divulgar as coleções especiais da BCE e dar as boas-vindas aos estudantes.


Mais de dez mil discos, fitas, slides e partituras constam no acervo. Servidores, funcionários do quadro e alunos da pós-graduação podem fazer empréstimo do material. Três cabines de vídeo e uma de áudio estão disponíveis para a comunidade. “Muitas pessoas passam por aqui todos os dias e desconhecem que essa preciosidade está à disposição”, explica Alexandrino Sousa, técnico-administrativo da BCE e um dos organizadores da mostra.


Separadas por décadas, as capas das obras da História do Rock em Vinil contam a evolução do estilo. É possível conferir desde os anos 50, quando James Brown, Ray Charles, Bill Haley and The Comets (considerada a primeira banda de rock) e Elvis foram responsáveis pela popularização do gênero, até o cenário alternativo da década de 90, com Nirvana, Pearl Jam e R.E.M. A explosão do cenário nacional também é apresentada durante os anos 80 através de bandas como Legião Urbana, Blitz, Paralamas do Sucesso e Biquini Cavadão. 

Vinil


“É uma homenagem aos amantes do gênero que apreciam a maneira antiga de escutar música”, diz Sousa. Criado em 1948, o vinil possui ranhuras em forma de espirais que conduzem a agulha do toca-discos até o centro no sentido horário. Essa rotação faz a agulha vibrar e emitir um sinal elétrico que transforma essa vibração em música. O vinil também é chamado de Long Play (LP) ou Bolachão e foi substituído pelo Compact Disc (CD) no início dos anos 90.


Admirador dos bolachões, Daniel Aires tem o costume de estudar para concursos na BCE e se encantou com a exposição. “Sempre venho à procura de livros, mas agora os vinis também serão motivo para eu visitar a universidade”, conta Aires, colecionador de mais de 200 LPs. Além de mostrar clássicos, a exposição da BCE tem um toque nostálgico. O técnico-administrativo Fernando Glaydson também é fã dessa mídia. Ele possui o LP Loco Live dos Ramones e se considera um dinossauro do rock. “Quando eu era garoto, as únicas opções eram soul ou rock. Não existia You Tube nem MP3”, recorda.


A mostra tem caráter pedagógico. “Identificar os acontecimentos dessas épocas é importante para entender como as melodias e as mensagens das músicas foram construídas”, afirma a caloura de Artes Cênicas Raquel Ferreira. Segundo ela, a exposição resgata os bastidores e torna os fatos acessíveis ao público. A universitária prefere a década de 90, mais próxima de seu nascimento, e os anos 60, caracterizado pelos cortes de cabelo dos Beatles, banda que influenciou as pessoas com o álbum Sargent Peppers.


A História do Rock em Vinil também é contada por documentários sobre a vida de astros como Elvis, Jimi Hendrix, Chuck Berry, Little Richard e outros. O Dia Internacional do Rock, comemorado em 13 de julho, e outros acontecimentos marcantes, como o Woodstock também estão na exposição. A visitação ocorre de segunda a sexta-feira, das 7h às 23h45 e, aos sábados, domingos e feriados, das 8h às 17h45. A entrada é gratuita.

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