Da Redação
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Engana-se quem pensa que ser cego é sinônimo de tristeza e melancolia. Na Biblioteca Braille Dorina Nowill, em Taguatinga, a realidade é bem diferente. Quem antes não tinha perspectiva, ao conhecer o local encontrou um motivo para continuar lutando pela vida e pelos sonhos. Fundada em 1995, a finalidade é atender os deficientes visuais do Distrito Federal.
“Antes de conhecer a biblioteca, nunca havia me aproximado de outro cego. No início achei estranho”, confessa Nivaldo Santos. Ele foi levado ao projeto, à contra gosto, por um vizinho. Nivaldo se surpreendeu e acabou encontrando lá um motivo para viver. Ele superou as dificuldades e há cinco anos tornou-se instrutor de Braille da biblioteca. “Costumava ficar em casa, esperando a morte chegar”, conta.
O local conta com um acervo de cerca de dois mil livros. São obras literárias, material didático e livro em áudio. Porém, as atividades vão muito além de uma biblioteca comum. Lá são realizadas oficinas de maquiagem, dançaterapia, fotografia, reforço escolar, alfabetização braille, jornada de leituras e há um telecentro com nove computadores adaptados.
O trabalho da Biblioteca Braille Dorina Nowill tornou-se referência nacional e até mundial em trabalho literário social. Em 2005 ganhou o prêmio Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, da Organização das Nações Unidas (ONU).
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