
Cidadãos brasilienses cadastrados em programas sociais do Governo Federal podem retirar o kit conversor para TV digital, que adaptará televisões antigas para o novo sinal de TV aberta em implantação no Brasil. A retirada gratuita dos kits é válida para as famílias de Brasília que estavam ativas no programa Bolsa Família e inscritas no Cadastro Único em fevereiro de 2016.
Para efetuar a retirada, os beneficiários cadastrados podem marcar data, hora e local por meio do site www.sejadigital.com.br ou pela central telefônica 147. A ação tem como objetivo oferecer acesso gratuito ao sinal de TV digital a 212 mil famílias do Distrito Federal e está sendo conduzida pela Seja Digital – entidade criada para gerir o processo de digitalização da TV no Brasil, atendendo a determinações da Anatel e do Ministério das Comunicações.
Brasília será a primeira capital do Brasil a ter o sinal analógico de TV desligado, seguindo o desligamento piloto realizado em Rio Verde, município do interior de Goiás. Além de Brasília, outras cidades do entorno terão o sinal analógico de TV desligado em 26 de outubro deste ano: Águas Lindas de Goiás, Cidade Ocidental, Cristalina, Formosa, Luziânia, Novo Gama, Planaltina, Santo Antônio do Descoberto e Valparaíso de Goiás.
A partir desta data, os telespectadores devem se adequar à nova realidade da televisão no País trocando o televisor por um modelo compatível com a tecnologia de sinal digital ou utilizando o kit de conversão. O kit, que é composto por uma antena e um conversor, permite que TVs analógicas ou TVs digitais antigas continuem a funcionar com muito mais qualidade de imagem e som, sem chuviscos e chiados e sem a necessidade de comprar uma nova TV.
“É muito importante que todos, sem exceção, possam ter acesso à televisão digital gratuita no Brasil”, afirma Antonio Carlos Martelletto, diretor geral da Seja Digital. O executivo explica que a distribuição do kit gratuito para TV digital aos beneficiários dos programas sociais do Governo Federal é uma das atribuições da entidade. No total, serão fornecidos cerca de 14 milhões de kits à população cadastrada em todo o Brasil.
Brasília será a primeira capital com o sinal de TV digital
Brasília será a primeira capital a ter o sinal analógico desligado no Brasil, mas a experiência da migração para o sinal digital começou há alguns meses na cidade de Rio Verde, no interior de Goiás. No dia 1º de março deste ano a cidade passou a ser a primeira da América do Sul a ter o sinal de TV aberta exclusivamente digital. A Seja Digital atuou no município goiano por quase um ano e desenvolveu intenso trabalho para informar e conscientizar a população sobre o processo de migração do sinal.
Além da ampla divulgação na imprensa local, diversas ações e campanhas de rua foram realizadas no sentido de preparar a população para a mudança. Parcerias em eventos municipais, palestras em universidades, encontros com antenistas e concursos em escolas são alguns exemplos. Para garantir o acesso da população de baixa renda, a Seja Digital distribuiu cerca de 16 mil kits aos beneficiários do Bolsa Família e inscritos no Cadastro Único do município. Atualmente, conforme resultado da última pesquisa de aferição realizada pelo Ibope um mês após o desligamento, 94% da população encontra-se apta a desfrutar da TV digital.
O desligamento do sinal analógico também é um passo importante para a evolução da qualidade da Internet em todo o Brasil. Com a saída do sinal analógico de TV, o “espaço” deixado por ele será utilizado para oferecer serviços de banda larga 4G. Acessível pelos celulares, esta tecnologia é muito mais rápida e estável que as atuais opções de sinal de Internet móvel no país.
Isso significa que, em alguns anos, teremos uma Internet de maior qualidade em todo o território nacional, aumentando ainda mais a acessibilidade de toda a população à cultura e informação. É o Brasil entrando no patamar de países desenvolvidos nos serviços de telecomunicações.
O que é Cadastro Único?
O Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal reúne informações sobre as famílias de baixa renda, como características da residência, identificação de cada morador, situação de trabalho e renda, escolaridade, etc. Com essas informações, o Governo pode conhecer melhor essas famílias e encaminhá-las para os programas sociais e políticas públicas adequadas à sua realidade.
Famílias com renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa, com renda mensal de até três salários mínimos ou com renda maior que três salários mínimos, desde que o cadastramento esteja vinculado à inclusão em programas sociais nas três esferas do governo, podem se inscrever no Cadastro Único. Pessoas que moram sozinhas ou que vivem em situação de rua também são elegíveis à inscrição.
A inscrição no Cadastro Único é obrigatória para que as famílias de baixa renda possam receber benefícios de diversos programas sociais como Programa Bolsa Família, Tarifa Social de Energia Elétrica, Programa Minha Casa Minha Vida, Pronatec, Bolsa Verde, Carteira do Idoso, Aposentadoria para pessoas de baixa renda, Água para Todos, Programa Brasil Alfabetizado, entre outros.