No final de outubro, três recém nascidos internados na Unidade de Terapia Intensiva da Neonatologia (UTIneo) do Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB) foram dectados como portadores da bactéria KPC. Após exames que confirmaram a infecção, os bebês foram isolados para tratamento. Um deles recebeu alta na última quinta-feira (6), e já se encontra em um quarto com a mãe em bom estado de saúde.
Segundo a Secretaria de Saúde do Distrito Federal, os outros dois permanecem sob cuidados de uma equipe exclusiva designada a cuidar deles e isolados por uma sala fechada por vidro. Como já havia sido noticiado pelo Jornal de Brasília, o risco de contaminação no hospital foi descartado. os pacientes apenas portavam a superbactéria no organismo, ou seja, eles podem não desenvolver a infecção.
As origens da KPC
A superbactéria KPC (Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase) surgiu pela primeira vez nos Estados Unidos no ano de 2000 e pode ser encontrada em fezes, na água, no solo, em vegetais, cereais e frutas. A transmissão ocorre em ambiente hospitalar após o contato com secreções de pacientes infectados.
Os pacientes com maior risco de se contaminar são pessoas debilitadas, com doenças crônicas e imunidade baixa ou submetidas a longos períodos de internação hospitalar. Crianças e idosos também estão mais propensos a contrair esse tipo de infecção, desde que estejam em hospitais.
O desenvolvimento de uma superbactéria acontece após mutações genéticas. Com isso, elas ficam resistentes a antibióticos, podendo se multiplicar e tornar outras bactérias resistentes. Um dos motivos para o surgimento desses microorganismos é o uso indiscriminado ou incorreto de antibióticos.