Um bebê prematuro morreu 11 dias após o nascimento no Hospital Regional do Gama, por falta de vaga em UTI neonatal, apesar de determinação judicial. O hospital nega que tenha havido negligência.
Segundo informações dos pais, a menina nasceu no oitavo mês de gestação, de parto normal, e só foi visitada por um médico três dias depois.
Os médicos teriam dito que ela necessitava de uma UTI, mas não havia vaga na rede pública. O casal entrou com uma ação na Defensoria Pública e só conseguiu uma vaga após três dias, no Hospital de Base, em Brasília.
No hospital, a criança foi diagnosticada com uma série de problemas, como má-formação no coração, rins com o funcionamento muito fraco, pulmão seco e o fígado inchado, afirmou o pai da criança. A menina morreu no dia 2 de agosto.
Segundo a Secretaria de Saúde do Distrito Federal, a criança foi inscrita na central de regulação de internação pelo Hospital Regional do Gama e permaneceu internada na unidade semi-intensiva, recebendo tratamento adequado. A secretaria informou ainda que a criança foi transferida para um leito de UTI na data da decisão judicial.