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Brasília

Bandidos não dão trégua à população

Arquivo Geral

28/02/2013 7h20

Suzano Almeida
Especial para o Jornal de Brasília

 

Como um epidemia que parece não ter cura, os sequestros relâmpago continuam a aterrorizar os cidadãos do Distrito Federal. Apenas na noite de ontem, duas pessoas foram vítimas do roubo com restrição de liberdade. Os casos engrossam a estatística do mês: entre os dias 1º e 24 de fevereiro, foram registradas 47 ocorrências, quase dois casos por dia.

 

Apesar de assustador, os dados mostram queda em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 78 casos. Brasília e Samambaia – com sete casos cada uma – estão no topo do ranking, seguidas por Ceilândia e Taguatinga, com seis casos.

 

As vítimas são abordadas em vias públicas, estacionamentos de comércios, shoppings e blocos,  geralmente, em momentos de distração, como no caso da aposentada S.L., 61 anos. Ela saía de um culto na QNM 19 de Ceilândia quando foi abordada por dois rapazes – um deles menor, armados com uma faca – quando estava entrando no carro.

 

A ação foi presenciada pelos fiéis que deixavam a igreja. Eles avisaram o filho da vítima, C.L., que é pastor. “Corri para o meu carro e comecei a perseguição, enquanto informávamos o local onde eles estavam, por telefone, à polícia”, descreve.

Os bandidos seguiram pela BR-070, em direção a Águas Lindas (GO), onde deixariam a vítima. Percebendo que estavam sendo seguidos, eles retornaram para o centro de Ceilândia.

 

“Ao passarmos por uma viatura da PM, acenamos e avisamos o que estava ocorrendo. A viatura perseguiu os bandidos, que bateram no meio-fio e foram presos. Graças a Deus nada de mau aconteceu a minha mãe”, conclui o pastor, que conta que a vítima está internada com problemas emocionais após o ocorrido.

População reclama

 

A área em frente à igreja  costuma abrigar   moradores de rua e usuários de drogas. Apesar da proximidade com a Administração Regional de Ceilândia,  o local não conta com um policiamento constante, de acordo com o comerciante Abadio Alves, vizinho à igreja.

 

“Por aqui, a polícia passa muito pouco. Sempre ouvimos falar de sequestros relâmpago e convivemos constantemente com roubos. Aqui mesmo na loja ficamos sempre em dois, para tentar evitar que os viciados se aproximem”, afirma.

 

Segundo o  delegado de plantão da 15ª Delegacia de Polícia (Ceilândia), Adrierles Ribeiro, na maioria dos casos  de roubo registrados na região, não há a restrição de liberdade das vítimas. Geralmente,  são levados apenas pertences e/ou o veículos das vítimas.

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