Chegou ao fim as investigações em torno do latrocínio – roubo seguido de morte – que vitimou o servidor público Eli Roberto Chagas, de 51 anos, em frente a um colégio particular do Guará II. Felype Espíndola de Azevedo, de 22 anos, responsável por efetuar os disparos, foi preso no início da manhã desta quarta (17). Com ele, A Polícia Civil prendeu outros dois homens suspeitos de envolvimento no crime.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Rodrigo Larizzatti, o trio é especializado em roubo de veículos. Felype e seu irmão, Milton Espíndola de Azevedo, de 25 anos, eram os encarregados de praticar os roubos, enquanto Márcio Marçal, de 35 anos, ficava responsável por organizar toda a ação. “Uma hora antes do crime, Milton havia roubado um outro veículo para dar fuga a Felype, com destino à Cidade Ocidental”, informou Larizzatti.
Em depoimento, Felype afirmou ter matado o servidor por ele não obedecer a ordem para correr. “Foram disparos por pura maldade, pois não identificamos qualquer reação por parte da vítima”, afirmou o delegado.
Ainda segundo Larizzatti, o grupo é muito perigoso e tem diversas passagens pela polícia. “Eles se auto-intitulam criminosos de alta periculosidade. Costumam se apresentar com fantasias de palhaços e têm tatuagens do personagem, que são associadas às pessoas que enfrentam as forças policiais”, garantiu.
Rodrigo Larizzatti pede para que as vítimas desse grupo se apresentem na delegacia. “Sabemos que, somente este ano, eles estão envolvidos em quatro roubos, sendo um latrocínio. Eles já foram presos uma vez e voltaram para as ruas. Há inúmeros motivos para mantê-los presos. Queremos agora dar ao Ministério Público e ao Poder Judiciário elementos para que eles tenham punições severas”, pontuou o delegado.
O trio deverá responder por associação criminosa, roubos armados e latrocínio, podendo pegar de 20 a 33 anos de reclusão.
Segurança

O esquema de segurança nas proximidades da escola particular foi modificado. Um policial militar informou que o horário de patrulhamento foi adiantado em uma hora e agora é iniciado às 11h e se estende até às 19h. ” Nosso horário era 12h e estávamos vindo para cá, mas infelizmente o fato ocorreu às 11h30″, afirmou o PM que não quis ser identificado.
Os alunos receberam a recomendação de não ficarem longe da escola após o término da aula.
Lembre o caso
Eli Roberto Chagas, 51 anos, foi vítima de um latrocínio em frente ao Colégio Rogacionista, na QE 38 do Guará II, quando aguardava a saída dos dois filhos da escola, no último dia 2.
O servidor teve seu carro recém-comprado, um Toyota Corolla de cor prata, levado. O veículo foi encontrado horas depois no Setor de Oficinas Sul, a poucos quilômetros da escola.
Diretor do Rogacionista comenta prisão dos suspeitos
O diretor do Colégio Rogacionista, Ademar Tramontin, comentou que a prisão dos suspeitos representa um alívio porque retira pessoas nocivas da sociedade.
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