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Brasília

Baleado por um PM, menino depende de ajuda para viver

Arquivo Geral

08/01/2011 8h44

 

“A gente tem que se apegar a Deus, porque se você for esperar por justiça morre esperando”, diz indignado, o pai de um menino,  de 13 anos, que há cinco meses recebeu a notícia de que seu filho não andaria nunca mais. O fato ocorreu em 8 de agosto do ano passado, durante uma abordagem policial na Fercal, em Sobradinho II. D. estava brincando com outros meninos, perto da casa de um amigo, quando uma viatura policial os abordou, e o policial militar Vander Martins disparou, supostamente, de forma acidental.

 

O garoto ficou dois meses internado e mais um fazendo fisioterapia no Hospital Sarah Kubitschek, até os médicos avisarem à família que ele havia ficado paraplégico e que não poderiam retirar a bala de sua coluna, pois ele correria o risco de perder o movimento dos braços também. O soldado da PM, autor do disparo, foi indiciado, na última quinta-feira, por lesão corporal culposa pelo delegado Wellerson Vasconcelos, da 35ª Delegacia de Polícia, de Sobradinho II.

 

Rotina

Depois do ocorrido, a rotina do menino e de sua mãe nunca mais foi a mesma. Agora, D. depende de remédios caros, usa a sonda cinco vezes ao dia para fazer suas necessidades, parou de estudar, não brinca mais no quintal de casa e teve que se acostumar com fraldas descartáveis. Como se não bastasse, ele sofre constantemente com fortes dores de cabeça, nos rins, na bexiga e nas costas.

 

“Não sinto mais vontade de ir ao banheiro, minhas costas doem, tenho que beber água de galão, porque se eu beber água normal meus rins doem. Quando não tem remédio para tomar, minha barriga dói muito.” A rotina do menino se resume a ele e à mãe, que é quem o ajuda em tempo integral. De acordo a mãe e dona de casa A., a renda da casa – a pensão dada pelo pai e ajudas da avó e das tias – raramente dá para comprar os remédios, que junto com as fraldas, somam em média R$ 300.

 

Leia mais na edição deste sábado (08) do Jornal de Brasília.

 

 

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