Isa Stacciarini
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Ao mesmo tempo em que tentativas de ocupações irregulares se tornam cada dia mais frequentes no Distrito Federal, a fiscalização a essas edificações também se torna mais atuante. No ano passado, 6.443 construções ilegais foram erradicadas pelo Comitê de Combate ao Uso Irregular do Solo da Secretaria de Ordem Pública e Social (Seops). O número representa aumento de 145% se comparado a 2011, quando 2.632 edificações não autorizadas foram demolidas. A média de erradicações em 2012 foi de 17 por dia.
De janeiro a dezembro do último ano, 617 ações foram realizadas para impedir o surgimento de ocupações irregulares, e no ano anterior foram 386 – aumento de 59%. Embora o crime ocorra em toda parte do Distrito Federal, é nas áreas mais pobres que se concentra a maioria das irregularidades. Ceilândia assume o primeiro lugar das regiões com mais erradicações em 2012. Foram demolidas 1.937 construções na cidade no ano passado, contra 487 em 2011. A região também é a primeira no que diz respeito às operações de erradicação. No ano passado, foram 127.
O secretário de Ordem Pública e Social, José Grijalma Farias, aponta que as operações em Ceilândia têm relação com o processo de regularização dos setores Sol Nascente e Pôr do Sol. Segundo ele, a legalização tem atraído pessoas inclusive de outras unidades federativas, que se instalam irregularmente no local.
“Por ser uma área extensa, as pessoas aproveitam para construir. Daremos início a partir da semana que vem a uma operação diária nos dois setores”, afirma.
A ação ainda será discutida na próxima semana. Mas ontem novas derrubadas ocorreram: cinco residências foram erradicadas nas chácaras 117 e 48A, no Sol Nascente. “São ocupações recentes que vêm sendo motivadas por grileiros. Eles cobram até R$ 5 mil por lote. Na quarta-feira, haverá uma reunião para estabelecer uma equipe diária no local”, aponta.
O segundo lugar com maior número de erradicações é o Park Way. Foram 1.224 remoções. Em seguida está São Sebastião, com 737. Já as regiões que concentram mais operações de fiscalização, além de Ceilândia, são Águas Claras, com 121 atuações, e o Gama, com 51 intervenções. Dentre os obstáculos removidos estão mais de 22 mil metros de muro e 304 mil metros de cerca. “Estamos atuando preventivamente, uma vez que a primeira etapa da construção se refere à cerca, seguida do muro e depois a base da edificação”, explica o secretário.