O diretor presidente da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento do Distrito Federal (Adasa), Ricardo Pinheiro, da Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb), Fernando Leite, e o representante da Agência Nacional de Águas (ANA), Paulo Varela, discutem nesta terça-feira (10), a implantação do programa Produtor de Água no Distrito Federal. A iniciativa tem como foco a conservação da água e do solo por meio da redução da erosão, melhoria da qualidade da água e regulação do regime hidrológico dos rios, práticas vegetativas e mecânicas de conservação.
A bacia do Pipiripau foi escolhida para dar início ao projeto no DF devido a uma série de características: tamanho (23.527 hectares), conflito pelo uso da água, localização (cabeceira), captação de água pela Caesb, grande acervo de informações, vocação agrícola e degradação ambiental e estação fluviométrica perto do exutório da bacia com 30 anos de dados.
A malha fundiária da bacia do Pipiripau tem 424 propriedades mapeadas, com tamanho médio de 48 hectares, sendo que 84% delas (358 propriedades) apresentam passivo ambiental. A Agricultura extensiva ocupa 10.181 hectares (43% da área), seguido de pastagens (5.050 ha), área de cerrado (2.544 ha), vegetação alterada (1.544 ha), cultura irrigada (1.075 ha), mata (980 ha) e campo (834 ha).
Para a implantação do programa estimam-se investimentos de aproximadamente R$ 20 milhões em 10 anos, considerando-se uma adesão média de 70% dos produtores. O recurso deverá ser obtido junto aos governos federal e distrital, empresas com passivo ambiental e organizações não governamentais.