O Tribunal do Júri de Taguatinga condenou uma auxiliar de enfermagem envolvida em prática de crime de aborto. A ré foi condenada a 16 anos de prisão em razão de homicídio doloso por omissão. O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) apelou da sentença proferida em julgamento anterior, ocorrido em 1999, que absolveu a acusada.
O crime aconteceu no dia 8 de setembro de 1993, quando uma jovem 18 anos, no oitavo mês de gestação, procurou uma clínica de aborto em Taguatinga. Ela foi orientada a voltar para a realização do parto, uma vez que a gravidez encontrava-se em estado avançado. A criança nasceu de parto normal, mas apresentava problemas respiratórios em razão de manobras abortivas.
A jovem disse não ter interesse no bebê e deixou-o na clínica aos cuidados da auxiliar de enfermagem e da mãe da suspeita. A criança agonizou até a morte e o cadáver foi colocado em um balde com soda cáustica e, posteriormente, levado a uma casa de umbanda, de propriedade da família das acusadas.
No julgamento em 1999, os pais da criança foram absolvidos. A ré, em Plenário, admitiu que se a criança tivesse sido levada ao hospital, teria chances de sobreviver.