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Autor de feminicídio na Asa Norte é condenado a 42 anos de reclusão

Ranulfo do Carmo deu cinco tiros na esposa por desconfiar de uma suposta traição. O criminoso também atirou contra o próprio filho

Foto: Divulgação/PMDF

Willian Matos e Mateus Souza
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A Justiça condenou o aposentado Ranulfo do Carmo, 74 anos, pelo crime de feminicídio. Ranulfo matou a esposa e atirou contra o filho no apartamento da família, na 316 Norte, em janeiro de 2019.

O Tribunal de Justiça do DF (TJDFT) condenou Ranulfo do Carmo a 42 anos de reclusão e um ano de detenção. O crime teve o agravante de ter sido cometido por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. O julgamento terminou na noite desta terça-feira (20).

Relembre o caso

De acordo com o Ministério Público (MPDFT), o filho do casal, Régis do Carmo, 46 anos, e a mãe, Diva Maria Maia da Silva, 69 anos, voltavam de viagem após Régis fazer prova de concurso em Goiânia-GO. Eles chegaram em casa e, minutos depois, Ranulfo iniciou uma discussão em um quarto da residência. O homem acusava Diva de traição, o que era negado tanto por ela quanto pelo filho.

A discussão gerou uma briga. Ranulfo partiu para cima da esposa e Régis tentou evitar uma agressão. Uma vizinha chegou a ouvir gritos e foi até o apartamento. Neste momento, o pai saiu do quarto, foi para outro cômodo e voltou para a sala armado com um revólver calibre 38. Em seguida, ele deu quatro tiros do próprio filho — um nas costas e três no peito.

Outra vizinha se dirigiu até o local e conseguiu socorrer Régis. Enquanto isso, Ranulfo foi até outro cômodo, recarregou a arma, voltou para a sala e atirou seis vezes contra Diva Maria, a esposa. Cinco disparos acertaram a vítima, que morreu ali mesmo. Régis passou 15 dias internado no Hospital de Base e sobreviveu ao ataque.

Ranulfo deixou o apartamento após tentar matar a própria família. A Polícia Militar (PMDF) conseguiu prendê-lo horas depois. Depois, a 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), que investigava o caso, descobriu que o criminoso havia comprado munições dias antes do crime.

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