
Na manhã desta quarta (25), quem procurou a Farmácia de Alto Custo (FAC), localizada na estação do metrô da 102 Sul, para pegar medicamentos, realizar ou atualizar o cadastro, se deparou com as portas do estabelecimento fechadas. Por conta da ausência de toner para as impressoras, que emitem o recibo da entrega dos remédios, o local só pôde ser aberto após o reabastecimento do material, por volta das 9 horas da manhã, uma hora depois do horário habitual.
O atraso no atendimento ocasionou, além do tempo maior de espera na fila, a indignação de alguns pacientes. Marcina Helena Marrocos, 63 anos é moradora de Taguatinga e realizou transplante de rins há sete anos. Diariamente, a idosa precisa tomar duas medicações fornecidas pela Farmácia, o Tacrolimo e o Micofenolato de Sódio.
“Acordei muito cedo para pegar a medicação. Minha filha faltou o serviço para me acompanhar, e ainda encontramos dificuldades quando chegamos. Fica complicado, pois não posso vir aqui todos os dias e também não posso ficar sem o remédio”, reclamou.
Ainda segundo Marcina, esta não é a primeira vez que encontra problemas no local.
“Já sofri com falta de medicação e com o sistema fora do ar. Quando isso acontece procuro os remédios no Hospital de Base, mas eles só oferecem a dose provisória, que dura no máximo três dias. Não dá pra ficar nesse vai e vem”, completou.
Quando questionaram a previsão em que o atendimento seria normalizado, os pacientes receberam a resposta de que não seria possível definir um horário. Com isso, muitos desistiram e foram embora.
Versão Oficial
Procurada pelo Jornal de Brasília, a chefe da unidade, Suzan Pinheiro, confirmou o problema, mas afirmou que nem todos os atendimentos foram prejudicados. Segundo a gestora, foi possível manter em funcionamento o cadastro e renovação dos pacientes, pois são realizados em uma sala que tinha um equipamento em funcionamento.
“Tivemos a preocupação em avisar aos pacientes do problema em questão. Realizar o trabalho de forma manual é inviável logísticamente, uma vez que são muitos dados a serem coletados. Também existia o prazo para solucionar o problema e , assim que recebemos o material, o atendimento prosseguiu como de costume”, explicou.
Ainde de acordo com Suzan, a entrega da medicação realmente ficou impossibilitada, pois a máquina que emite o recibo exigido pelos órgãos fiscalizadores é incompatível com a da outra sala.
” É importante ressaltar que não existe data específica para os pacientes pegarem a medicação. O tratamento é disponibilizado mensalmente e o paciente consegue retirar o medicamento em qualquer data do mês vigente, conforme a disponibilidade e situação regular cadastral”, completou.
Os pacientes que não puderam aguardar a solução do problema poderão retornar na sexta (27), pós-feriado, pois a Farmácia funcionará normalmente.
Ausência do material
Questionados sobre a ausência de estoque do material necessário para o pleno funcionamento da unidade, a Secretaria de Saúde informou que o serviço de reposição de toner e suporte técnico nas impressoras da rede foi retomado nesta semana.
A expectativa da pasta é que até o final da próxima semana as unidades atingidas com a ausência do material voltem a funcionar dentro da normalidade.