Da Redação
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A chegada da Força Nacional ao Distrito Federal já provocou, segundo a Secretaria de Segurança, uma mudança no modus operandi dos bandidos especializados no roubo com restrição de liberdade, mais conhecido como sequestro relâmpago. De acordo com a polícia, antes da chegada do reforço da tropa federal, as vítimas eram deixadas em cidades da Região Metropolitana, como Águas Lindas. Agora, são liberadas duas ou três quadras depois do local da abordagem, o que tem contribuído para a captura dos elementos.
Dados da secretaria mostram que a média de sequestros relâmpagos no DF caiu de 16 para seis por semana, uma redução de mais de 50%. Agora, paralelamente à ação da Força Nacional nas divisas do DF com Goiás, a Polícia Militar vai ampliar a rondas preventivas, com mais presença policial nas ruas, para inibir a ação dos sequestradores, que na maioria dos casos está interessada apenas em roubar o veículo da vítima para praticar outros crimes, como assaltos a postos e comércios.
“Antes, eles escapavam pelas divisas, mas, com a vigilância constante nestes locais, os bandidos estão sem saída e, com isto, estão se escondendo no centro do DF. O que nos possibilita a prisão em flagrante”, destaca o secretário de Segurança, Sandro Avelar.
Vão receber maior atenção por parte das polícias do DF as cidades de Taguatinga e Ceilândia.
Rodovias
Já o trabalho da Força Nacional será intensificado nas rodovias traçadas como rotas de fugas, como as BRs 020, 040, 060, 070 e 080. “Os números comprovam a intimidação que todas as forças vêm intensificando em desfavor dos bandidos”, contempla. Segundo a SSP, de cada três ocorrências de roubo com restrição de liberdade, uma é feita por pessoas que não residem no DF.
Na avaliação da Secretaria Nacional de Segurança Pública, a ação criminal atualmente se demonstra transnacional. “Por isso, temos a preocupação com as divisas. Estamos sempre acompanhando as ações no DF e pensando em soluções, afinal é aqui a grande porta de entrada do Brasil”, considera a secretária nacional de Segurança Pública, Regina Miki.
Até o último dia 27, foram registrados 25 casos de sequestro relâmpago no DF no mês de setembro. Na terça-feira, uma servidora pública foi alvo da ação de bandidos na Avenida Comercial do Paranoá. Ela foi amordaçada e amarrada a uma árvore. Teve o carro roubado, um Honda Fit, encontrado logo depois pela Polícia Militar, totalmente carbonizado. No domingo, o filho de um policial militar foi rendido no Cruzeiro e levado por três homens no próprio carro. O pai seguiu os bandidos e conseguiu salvar o filho.