Jéssica Antunes
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Continua preso o homem que atropelou e feriu um policial militar em um bloco de carnaval na Asa Norte no domingo. Autuado por lesão corporal culposa na direção de veículo automotor e embriaguez ao volante, o condutor, de 30 anos, estava embriagado e com habilitação vencida há mais de 30 dias. Ele não teve fiança arbitrada e deve passar hoje por audiência de custódia que poderá converter a prisão em flagrante em provisória, por tempo indeterminado, ou permitir que responda ao processo em
liberdade.
O caso aconteceu no bloco Cabeça de Pimpolho, na altura do balão da 209/409 Norte, por volta das 22h de domingo. O motorista tentava fugir de uma briga generalizada provocada por um suposto roubo de celular quando atingiu o terceiro-sargento. O militar sofreu dois cortes na cabeça e fratura na perna direita. Ele foi socorrido e levado ao Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) e submetido, na manhã de ontem, a uma cirurgia na perna. Segundo a PMDF, a situação dele é estável.
O condutor se recusou a fazer o teste do bafômetro. A embriaguez ao volante foi constatada por meio de exame clínico no Instituto Médico Legal (IML). Ele foi levado para a 5ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), onde foi autuado por embriaguez ao volante e lesão corporal culposa na direção do veículo automotor. Ele passou a primeira noite na delegacia e ontem foi levado para a Divisão de Controle e Custódia de Presos (DCCP) no Departamento de Polícia Especializada.
Saiba mais
A partir de abril, a punição a crimes como este ficará mais rígida. É quando começa a valer a Lei 13.546, sancionada em dezembro de 2017, que aumentou as penas dos crimes de homicídio culposo e lesão corporal culposa de natureza grave ou gravíssima na direção de veículo automotor quando o suspeito está sob influência de álcool ou outras drogas. Na prática, quem cometer os crimes passa a ser sujeito a pena de cinco a oito anos de reclusão. Hoje, a punição prevista é de 2 a 4 anos.