Francisco Dutra
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Os hospitais particulares do Distrito Federal entraram em colapso financeiro. A situação pode comprometer o atendimento dos 736 mil brasilienses usuários de planos particulares de saúde. A crise iminente é fruto de uma dívida milionária. Devido à falta de leitos nas unidades de tratamento intensivo (UTIs), a rede pública envia pacientes para as clínicas privadas. Segundo o Sindicato Brasiliense de Hospitais, Casas de Saúde e Clínicas (SBH), a Secretaria de Saúde não paga pelo serviço há um ano, acumulando uma dívida de R$ 80 milhões. Sem os pagamentos, os hospitais já estudam uma medida judicial para parar de receber os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).
O DF conta com aproximadamente 180 leitos públicos de UTI. Na rede particular, o número supera 460 unidades. Para garantir o atendimento dos pacientes graves, a transferência para os centros privados ocorre de duas formas. A primeira é por contratos firmados com a Secretaria de Saúde, que asseguram 150 leitos. A segunda é por meio de decisões judiciais, em que os hospitais particulares são forçados a receber doentes, sob pena de prisão e multa. Mensalmente, eles recebem judicialmente 50 enfermos. Em ambos os casos, os centros particulares têm o direito a receber pelo serviço, após a conclusão do tratamento.
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