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Brasília

Atenção e carinho a quem mais precisa

Arquivo Geral

14/12/2012 7h00

 Isa Stacciarini
isa.coelho@jornaldebrasilia.com.br

 

O que era apenas uma residência familiar foi adaptada para um trabalho voluntário de acolhimento a quem mais precisa. Há quatro anos, a instituição Vila do Pequenino Jesus cuida de crianças, jovens e adultos com comprometimentos neurológicos. Hoje, são 28 acolhidos, entre eles um menino de três meses. O mais experiente é um senhor de 91 anos. Todos têm dificuldades motoras ou não andam, mas o sorriso no rosto demonstra a felicidade de ter uma família e um lar.

 

Essa é um das instituições  beneficiadas pela campanha Gente do Bem, do Jornal de Brasília, que está arrecadando brinquedos e alimentos não perecíveis para transformar o Natal de muitos brasilienses.  Sem fins lucrativos, a instituição recebe pessoas em situação de abandono familiar. Nesses casos, órgãos do Governo do Distrito Federal (GDF) acionam a instituição para o acolhimento. Em outras situações, os  parentes procuram a casa para hospedar o familiar   devido à inexperiência em  lidar com a patologia.

 

O fundador e coordenador da casa, Jorge Eduardo Deister, conhecido como Jorginho, veio  para Brasília em 2009 com o desejo de institucionalizar o que fazia em Petrópolis (RJ), onde 33 pessoas são atendidas. Na instituição do Lago Sul, 26 funcionários, entre médicos, fisioterapeutas, psicólogos, assistentes sociais, monitores   e cozinheiros, se revezam nos cuidados.

 

“Todo dia é um aprendizado e procuramos entender como cada um está, respeitando a patologia de cada um. É uma missão de vida”, destaca.Ali, os assistidos   brincam e têm uma relação afetiva de irmandade. Luciana (nome fictício), 39 anos, não tinha identidade antes de ingressar na casa. Ela era moradora de rua e tem uma cicatriz de parto cesariano na barriga, o que indica uma possível gravidez. “Todos os pertences dela vieram em um saco de lixo. Quando ela chegou aqui, não largava um macaco de pelúcia, que carregava para cima e para baixo. Hoje, ela já encontrou um sentido de família e não carrega mais o macaquinho”, ressalta Jorginho.

 

 Ao longo deste ano, devido ao agravamento da patologia, cinco pessoas faleceram e uma delas, uma adolescente de 15 anos, está internada em estado vegetativo. Mensalmente são utilizadas 2,1 mil fraldas. A instituição precisa de fraldas descartáveis para os acolhidos e materiais de limpeza como amaciante, desinfetante e sabão em pó. Os interessados em ajudar podem, além de contribuir com a campanha do Jornal de Brasília, entrar em contato pelos telefones 3526-0506 e 8140-0198.

 

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