Da Redação
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A 6ª Caminhada Lésbica de Brasília reuniu aproximadamente mil participantes, segundo a organização, na tarde de ontem em ato político contra a discriminação. A concentração aconteceu em frente à Torre de TV, po volta do meio-dia. Às 15h30 o grupo partiu em passeata rumo à Praça do Índio, na 703/704 Sul.
A iniciativa foi da Associação Lésbica Feminista de Brasília Coturno de Vênus, que promove o evento há seis anos na tentativa de chamar a atenção da sociedade para a necessidade de respeito para com a diversidade sexual. “Estamos nas ruas de forma pacífica para lutar contra as piadinhas, isolamentos e exclusões dentro da família e no trabalho a que somos submetidas”, disse a diretora-executiva colegiada, Joelma Cezário.
Durante a caminhada, marcada por ocasião do Dia Nacional da Visibilidade Lésbica, celebrado ontem, as participantes exibiam faixas com dizeres contra o preconceito: “Nosso amor não é mercadoria”, “Não à homofobia”, “Somos muitas e estamos em todos os lugares”, e ainda “Lésbicas em luta contra os estupros corretivos”.
Joelma Cezário explicou que as homossexuais sofrem muita violência dentro de casa. “Você vê essas garotas aqui e não imagina que a maioria delas vai enfrentar problemas em casa por ter vindo”, revela. A diretora executiva detalha que são muito comuns os estupros corretivos às lésbicas. “Muitas vezes os pais chamam homens e obrigam as filhas a manterem relações sexuais à força na tentativa de mudar a opção sexual delas. Isso é um absurdo e não podemos mais deixar que aconteça”, denuncia.
O casal de nome fictício Manuela, 17 anos, e Fernanda, 20 anos, namoram há sete meses e participaram da caminhada. “Estamos aqui expondo os nossos rostos, mas em casa enfrentamos situação muito complicada. Somos mais respeitadas na rua do que em casa” , revelou Fernanda.
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