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Brasília

Asa Norte: duplo homicídio é mistério

Arquivo Geral

24/04/2013 9h23

Um crime ainda não esclarecido   pela Polícia Civil   assustou moradores e comerciantes  da 210  Norte. Os corpos de uma mulher e de um homem foram encontrados dentro de uma quitinete no Bloco A da comercial. Raquel Nascimento, 26 anos, foi localizada caída no banheiro parcialmente nua e com sinais de que foi degolada.

 

 O homem, que até o fechamento desta edição ainda não havia sido identificado pela polícia, foi encontrado   atrás de uma cama. Ainda não se sabe sobre a forma da morte. Após oito horas de trabalho, peritos continuavam no local investigando a causa do duplo homicídio.

 

Em um primeiro momento, Raquel teria sido encontrada pelo porteiro do prédio, que  subiu com a mãe da moça até o apartamento, e percebeu que a porta estava entreaberta.  Ao  entrar na quitinete, a dupla teria visto sangue pelo chão, e depois o corpo da vítima no banheiro. A mãe tinha ido ao local procurar pela filha, que não havia retornado para casa, no Gama, na noite de segunda-feira. Ela teria informação de que a moça trabalhava em um restaurante da Asa Norte, e foi até a quadra onde fica o suposto estabelecimento.

 

Ao fornecer características da jovem para populares e inclusive para o funcionário do prédio, o porteiro levou a mulher até o apartamento. Raquel foi flagrada por câmeras   entrando no prédio por volta das 8h de segunda, e não foi vista deixando o local.  

 

O delegado-chefe da 2ª DP (Asa Norte), Rodrigo Bonach, explica que o homem encontrado morto no apartamento pode ser o morador da quitinete, mas foi descartada a possibilidade de Raquel também ser residente do local. A polícia trabalha  com a hipótese de homicídio, mas não descarta a possibilidade de latrocínio.  “Uma terceira pessoa teria entrado no apartamento e feito os golpes com instrumento cortante. Houve sinais de luta”, aponta.

 
 
Saiba mais

 
Apesar de a polícia não confirmar, comerciantes e moradores da região afirmam que o algumasquitinete do prédio funcionam como um ponto de prostituição.  Raquel teria uma rotina de chegar logo no início da manhã, por volta das 7h30, e ir embora durante a noite, por volta das 20h. 
 
Segundo populares, o homem, que possivelmente era morador da quitinete, mantinha um contato com as mulheres que trabalhavam como garotas de programa. 

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