Menu
Brasília

Arruda e Paulo Octávio negam acusação de Durval Barbosa

Arquivo Geral

19/12/2009 0h00

O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), divulgou ontem uma nota em que “repele com veemência” a acusação de que teria recebido R$ 3 milhões de propina de seu ex-secretário Durval Barbosa. Em depoimento ao Ministério Público, Durval Barbosa disse ter pago o dinheiro a Arruda como propina relacionada a contratos de informática. Os 16 depoimentos foram prestados por Durval em São Paulo, por uma opção de segurança dos promotores, nos dias 2 e 3 deste mês.


“O governador José Roberto Arruda repele com veemência as acusações feitas por um indivíduo que já responde na Justiça a 32 processos e terá que responder criminalmente a acusações infundadas, irresponsáveis e caluniosas que vem fazendo”, diz a nota.


Assinado pelo advogado de Arruda, José Gerardo Grossi, o documento afirma que Arruda aguarda que a Justiça restabeleça a verdade dos fatos. “Tudo mais é calúnia”, diz a nota. A denúncia do suposto esquema de corrupção que envolveria o Governo do Distrito Federal, deputados distritais e empresas da cidade foi feita pela Polícia Federal que, no fim de novembro, deflagrou a Operação Caixa de Pandora.


PAULO OCTÁVIO


No depoimento à Procuradoria da República, Durval Barbosa, o homem que denunciou o mensalão do DEM, disse que entregou pessoalmente cerca de R$ 200 mil de propina ao vice-governador do Distrito Federal, Paulo Octávio (DEM), “há um ano e meio’. A entrega do dinheiro, segundo disse aos procuradores, ocorreu no Hotel Kubitschek Plaza, em Brasília.


O advogado do vice-governador, Antônio Carlos de Almeida Castro,  confirmou o encontro no hotel, de propriedade de Paulo Octávio, mas negou o pagamento de propina. Esta foi  a primeira vez que Barbosa afirmou que entregou dinheiro pessoalmente a Paulo Octávio, que continua no DEM após a denúncia feita pelo ex-presidente da Companhia do Desenvolvimento do Planalto Central (Codeplan) no governo Joaquim Roriz e ex-secretário de Relações Institucionais de Arruda. O vice não aparece nos vídeos gravados por Durval Barbosa e divulgados até o momento. “A sociedade de Brasília não pode ficar refém de Durval. Se ele entregou dinheiro a Paulo Octávio, que apresente o vídeo’, desafiou Castro.


Em depoimentos anteriores, antes da deflagração da operação da PF, Barbosa afirmava que a suposta propina era levada “inúmeras vezes’ a Marcelo Carvalho, funcionário da construtora do vice. A origem da suposta propina paga a Paulo Octávio, segundo Durval Barbosa, seria o grupo TBA, da empresária Cristina Boner.


O executivo Antônio Bruno Di Giovanni Basso, ex-marido de Cristina, teria afirmado, em e-mails enviados a interlocutores que, em troca de apoio financeiro “informal’ à campanha de 2006, empresas de informática acertaram com Arruda e Paulo Octávio divisão de contratos públicos caso a chapa vencesse. Entre as empresas, segundo o executivo, estava a TBA, que desde a posse de Arruda fechou contratos de R$ 35 milhões.


Durval Barbosa disse no depoimento que, interessada em  contratos, Cristina teria repassado R$ 800 mil para o caixa de campanha de Arruda. Em vídeo em poder da PF, Arruda recebe R$ 50 mil de Durval, responsável pela gravação. Segundo ele, o dinheiro veio da TBA.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado