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Brasília

Arruda comenta decisão de Fux sobre BRB: “agradeço ao ministro”

Ex-governador está em campanha ao Palácio do Buriti e tem como principal adversária a atual comandante do GDF, Celina Leão; estratégia de Arruda é colar na governadora a responsabilidade pela crise, desencadeada durante a gestão Ibaneis, da qual Celina foi vice

Olavo David

27/08/2026 11h17

José Roberto Arruda e Luiz Pitiman em carro aberto durante carreata na Cidade Estrutural. Foto: Divulgação

José Roberto Arruda e Luiz Pitiman em carro aberto durante carreata na Cidade Estrutural. Foto: Divulgação

Candidato ao Palácio do Buriti e principal adversário de Celina Leão (PP) na corrida eleitoral, José Roberto Arruda (PSD) evitou criticar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que dá um respiro ao BRB. Na última quarta (26), o ministro Luiz Fux concedeu liminar que impede o Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) de retirar valores da instituição nos próximos 90 dias.

Assim, o BRB garante um mínimo de liquidez em meio à crise desencadeada pela tentativa de compra do Banco Master, de Daniel Vorcaro, que balançou o caixa do banco distrital. “Nós, que somos de Brasília, temos que agradecer ao ministro Fux”, comentou o ex-governador ao Jornal de Brasília. 

A justificativa do ministro para a decisão é que a retirada dos valores causaria “impacto grave, imediato e substancial à instituição financeira”. A medida foi pedida em regime de urgência por parte do Governo do Distrito Federal (GDF), e os valores do TJBA depositados no BRB fazem parte da antiga estratégia de nacionalização do banco, que assumiu contas de alguns tribunais Brasil afora. A segunda turma da Suprema Corte deve analisar a decisão entre 4 e 14 de setembro. 

O pessedista disse não ter “conhecimento jurídico para analisar a decisão”. Ainda assim, não poupou o governo de Leão de responsabilidade sobre o caso. “Pelo menos essa decisão dá um fôlego ao banco”, analisou. “O que me parece é que o atual governo está empurrando o problema com a barriga para deixar o banco quebrar depois da eleição”, disparou, além de acrescentar que “isso transcende a questão política e eleitoral. É um absurdo que os órgãos de controle não estejam avaliando isso”. 

Arruda voltou a cobrar a atual administração com relação ao balanço financeiro do banco, cuja divulgação tem sido adiada e inclusive extrapolou os prazos estipulados pelo Banco Central. “O balanço é para depois, tudo é para depois da eleição.

O banco quebra, e aí não dá mais tempo para resolver”, criticou. Celina tem tentado soluções junto à União, sobretudo por meio do Ministério da Fazenda, mas possíveis aportes federais estão condicionados à apresentação dos relatórios sobre a real situação da instituição. “É o episódio mais grave da história de Brasília”, finalizou Arruda. 

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