< !--StartFragment -- >Atual campeã olímpica, a Argentina vive um dilema nos Jogos de Pequim-2008: ao mesmo tempo em que precisa fazer com que os jogadores ganhem entrosamento em quadra, teria que poupar suas principais estrelas de possíveis lesões por causa do desgaste. O técnico Sérgio Hernandez, no entanto, tem a consciência tranqüila de que as raras substituições não estão sobrecarregando os atletas.
“Não é um problema grave”, comentou o treinador argentino, que utilizou o ala Andrés Nocioni em 95 dos 120 minutos da Argentina no torneio olímpico. O pivô Pablo Prigione atuou em 91 minutos, um a mais do que o ala/armador Emanuel Ginóbili. O também pivô Fabricio Oberto jogou 84 minutos, enquanto o ala/pivô Luís Scola participou de 83. O ala/armador Carlos Delfino, o mais ‘descansado’, disputou 81 minutos.
O ala Manu Ginóbili, que por pouco não ficou de fora dos Jogos por causa de lesões nos dois tornozelos, também defendeu o treinador. “Temos o elenco reduzido e disse antes mesmo da estréia de que precisaríamos de todos os nossos principais jogadores no auge da forma física. Os nossos reservas têm que estar pronto para cinco minutos de qualidade”, opinou o ídolo argentino.
Mas o fato de seus principais atletas atuarem em média mais de 70% das partidas, Hernández garante que vem realizando um rodízio. Não entre os reservas, mas sim entre os próprios titulares. “É mentiroso dizer que não há rotação, porque o Manu pode jogar nas posições 1, 2 e 3 – assim como o Delfino. E o Nocioni tem condições de atuar bem tanto na 3 como na 4”, argumentou.
“Pelo que eu vi até agora na competição, apenas Estados Unidos e Espanha têm rotações mais fartas, com os reservas atuando por bastante tempo. Vamos seguir atuando desta mesma maneira até que os jogadores mais novos estejam bem confiantes”, concluiu Sérgio Hernández.
Com duas vitórias e uma derrota, a seleção argentina masculina de basquete entra em quadra nestas sexta-feira para encarar a Croácia. Em caso de vitória, os comandados de Hernández asseguram com uma rodada de antecedência a vaga para as quartas-de-final do torneio olímpico.