
O anúncio da construção de uma ciclovia às margens da Estrada Parque Núcleo Bandeirante (EPNB), na altura do Riacho Fundo, foi motivo de alegria para a população. No entanto, em vez de melhorias na locomoção diária, veio uma série de transtornos. O que era para ser uma faixa de tráfego de bicicletas se transformou em um depósito de lixo e entulho. O cenário é motivo de preocupação para os moradores da região.
Morador da Quadra 1, o pintor Henrique Rafael das Neves, 30 anos, relembra que a obra teve início em outubro do ano passado, mas não ganhou continuidade. “As máquinas vieram, marcaram tudo e não voltaram. Deixaram apenas o esqueleto”, diz.
Henrique relata que é comum avistar carroceiros e alguns moradores despejando dejetos por ali. Televisões quebradas, brinquedos, roupas, restos de poda das árvores e até uma cama podem ser vistos espalhados por ali.
Segundo o pintor, nos dias de chuva a situação é ainda pior. “Todo o lixo é arrastado pela água. As bocas de lobo ficam bloqueadas e a enxurrada toma conta da via. É um perigo para todos que passam pela rua”, reclama.
Saúde
Em razão do excesso de sujeira exposta no espaço, os danos à saúde são uma preocupação constante. O aposentado Severino Queiroz, 76 anos, alerta sobre os riscos. “Com tantos objetos diferentes jogados por aqui, esse local é um foco de dengue em potencial. É muito perigoso para todos que transitam pela região”, salientou.
Para piorar a situação, a falta de poda das árvores e da grama tem contribuído para aumentar a sensação de insegurança entre a população. “À noite fica impossível ver se há alguém escondido pelos entulhos ou nos arbustos. Já soubemos de alguns casos de moradores que, após descerem do ônibus, foram assaltados por pessoas que se esconderam nesta sujeira”, afirmou o pintor Henrique Rafael.