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Após uma semana sem registrar mortes diárias, DF tem dois óbitos por covid

Ao contrário dos óbitos, o número de casos tem se mantido estável nos últimos três dias, não ultrapassando os cinco mil

Por Geovanna Bispo 28/01/2022 6h28
Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo

Completando uma semana sem registrar mortes diárias por covid-19, o Distrito Federal registrou, nesta sexta-feira (28), dois óbitos que ocorreram hoje, sendo duas mulheres. Já dos que ocorreram em dias anteriores, mas que apenas foram notificados hoje, houve oito, sendo cinco mulheres e três homens.

Ao contrário dos óbitos, o número de casos tem se mantido estável nos últimos três dias, não ultrapassando os cinco mil. Também nesta sexta, a capital registrou, em 24h, 5.399 novos casos.

Desde o início da pandemia, 595.257 pessoas já foram infectadas na capital, sendo que 90,4% (538.002) deste número estão recuperados. Do total de casos, 11.164 (1,9%) faleceram em decorrência de complicações causadas pelo vírus.

Apresentando mais uma queda, a Taxa de Transmissão (Rt) registrou 1,56. Vale lembrar que, acima de 1, a taxa indica que a pandemia está tendendo a avançar. Essa taxa significa que 100 pessoas infectadas infectam outras 156.

As regiões com mais casos confirmados são Ceilândia (60.492), Plano Piloto (66.480) e Taguatinga (45.198). A maior taxa de mortalidade é em Santa Maria (466), ambas com 2,9%.

Os dados ainda mostram que, do total de mortes, 965 não eram residentes da capital, sendo, 830 de Goiás (entorno), um do Acre, um de Alagoas, dois do Amapá, 30 do Amazonas, 17 da Bahia, três do Maranhão, oito do Mato Grosso, 43 de Minas Gerais, um do Piauí, cinco do Rio de Janeiro, quatro de Rondônia, sete de Roraima, um de Santa Catarina, cinco de São Paulo e quatro do Tocantins.

Ômicron

Em relação a casos e a taxa de transmissibilidade, a capital tem vivido o seu pior momento até então nas últimas semanas com a variante ômicron. Porém, segundo a Secretaria de Saúde do DF, esse cenário pode piorar.

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De acordo com a pasta, o governo tem trabalhado com a possibilidade de que o pico da cepa seja alcançado apenas daqui a duas semanas, ou seja, metade de fevereiro. Ainda assim, é esperado que a queda desses dados seja brusca e já ocorra no final do mês.

A cepa atingiu o DF no final de dezembro, na véspera de natal, e tem resultado em recordes de casos e na taxa de transmissão. Na última terça-feira (25), por exemplo, foram registrados 10.697 novos casos em 24 horas, o maior número desde o início da pandemia, em março de 2020.

“A gente trabalha com a previsão de que essa ascensão acelerada [da Ômicron] possa chegar nas próximas duas semanas, até meados de fevereiro. Nossa expectativa é de reduzir o platô de permanência desses elevados casos e espera de uma queda igualmente rápida ainda para o final do próximo mês”, avaliou o secretário-adjunto de Assistência à Saúde, Fernando Erick Damasceno.

Ainda de acordo com o secretário, nesse período, o sistema de saúde ficará sobrecarregado por síndromes gripais.

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“Em nenhum estudo, nós prevíamos esse ritmo acelerado da transmissibilidade -da variante Ômicron. Do ponto de vista sanitário, não tem precedentes. Compara-se a sarampo, compara-se aos grandes desafios relacionados à transmissibilidade que já enxergamos no mundo”, continua.








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