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Brasília

Após um mês, faixa reversa da EPTG teve mais de mil infrações

Arquivo Geral

18/04/2019 13h01

Foto: Acácio Pinheiro/ Agência Brasília/ Reprodução

A faixa reversa da Estrada Parque Taguatinga (EPTG) completa um mês nesta quinta-feira (18), com um alto número de infrações. No período, foram autuados 1.125 motoristas que desrespeitaram a sinalização, fizeram manobras proibidas e derrubaram cones que limitam os espaços de tráfego exclusivo.

Em média, a cada dia de funcionamento do novo modelo, quase 40 autos de infrações foram emitidas pelo Departamento de Estradas e Rodagem (DER-DF). Os infratores que optam por seguir na via exclusiva em sentido único e mudam de faixa de rolamento levam multa de R$ 195,23 mais cinco pontos na carteira.

Além disso, todos os dias os cones danificados precisam ser substituídos. Segundo o especialista em trânsito da Superintendência de Obras do DER, Márcio Soares, são trocados cerca de 30 cones por semana – destruídos quando os motoristas passam com os veículos por cima deles.

“Os motoristas se arriscam e acabam derrubando os sinalizadores. É algo muito perigoso porque, ao fazerem isso, eles arremessam o cone em outra pista e pode acontecer um acidente muito grave. É uma pista de rolamento de alta velocidade”, adverte o especialista. Os equipamentos de segregação de faixas (cones) são distribuídos para evitar que os veículos furem o bloqueio.

Qualidade no trânsito

Apesar das infrações, a avaliação da operação pelo DER-DF é positiva. Como proposto na Operação EPTG, a inversão de faixas tem como intenção de diminuir o tempo de viagem e aumentar a fluidez. “Como prevíamos, houve em torno de 20% no aumento de fluidez para os veículos leves e uma economia de tempo de cerca de 30 minutos para os coletivos”, diz o DER-DF. A apuração é feita através das câmeras de monitoramento e fiscalização.

Altair da Silva, 42 anos, passa pela pista nos dois horários de pico (das 6h às 9h e das 17h30 às 19h45) e garante que o tempo de deslocamento diminuiu de 15 a 20 minutos. Apesar de se locomover principalmente de ônibus, ele acredita que a alteração também beneficiou os motoristas. “É vantagem porque mantém acessos livres e reduz a disputa de espaço entre os veículos”, resume.

Atualmente, cerca de 120 mil veículos circulam diariamente pela EPTG, tecnicamente chamada de DF-085. A velocidade média é de 80km/h. A faixa reversa funciona em uma extensão de 12,6 km com a disposição de dois mil cones e dezenas de placas de sinalização em ambos os lados. A execução da reversa terá duração de 1 ano, a contar da data de início (18 de março). (Com informações da Agência Brasília)

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