Fabiana Mendes
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A Universidade de Brasília (UnB), fundada em 1962, sempre foi palco de manifestações políticas importantes como na época da ditadura militar. De uns tempos pra cá a imagem da universidade vem se deteriorando. Trotes violentos, alunos condenados por danos morais a uma professora, sexo entre os estudantes durante festas nas dependências da universidade e uso de drogas na UnB são alguns dos motivos.
Para tentar combater a imagem negativa e inserir novas regras, a UnB lança diretrizes para seus alunos. Ontem, durante a última reunião do semestre, o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão criou uma comissão para discutir normas de convivência na universidade. A proposta com as novas regras está pronta, mas será discutida por meio de uma consulta pública. Fontes extraoficiais dão conta que as medidas proíbem o comércio de bebidas, estabelecem normas para confraternizações nos campi e fixa limites de horário para festas. Além disso, proíbem qualquer tipo de trote que submeta o calouro a tortura, a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante e a discriminação de qualquer natureza.
Esta semana um trote tido como abusivo e humilhante, dos alunos do curso de Agronomia da UnB, virou notícia e trouxe à tona a questão do que seria ou não aceitável. De um lado, os alunos que participaram do trote, do outro, a Reitoria, o Diretório Central dos Estudantes da UnB (DCE), a professora que sofreu a ofensa, Mônica Valero, e a sociedade. A estudante do curso de Agronomia que participou do último trote, Sarah Damiani, 18 anos, disse que tudo não passou de uma brincadeira. “Tomamos banho na lama e não acho que tenha sido humilhante simular um ato sexual, pois participa quem quer”.
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