
Luana Lopes e Ingrid Soares
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Funcionários de cinco empresas de ônibus que atuam no Distrito Federal cruzaram os braços nesta quarta (27) em paralisação relâmpago que durou 4h. Os coletivos das empresas Urbi, Pioneira, Piracicabana, Marechal e São José ficaram sem circular até às 15h, horário em que o ato foi finalizado. De acordo com um dos diretores do Sindicato dos Rodoviários, Marco Júnior Duarte, cerca de 50 mil cidadãos foram prejudicados pela paralisação.
A categoria reivindica o acordo da data-base. O Sindicato afirma que a negociação deveria ter ocorrido no início de maio, mas até o momento não houve resposta das empresas. Dentre as solicitações, os rodoviários pedem 20% de reajuste salarial e 30% de aumento no auxílio alimentação e cesta básica. Cerca de 11 mil rodoviários, dentre motoristas e cobradores, estão parados.
Em nota, a Secretaria de Mobilidade afirma que a paralisação dos rodoviários foi feita sem o aviso previsto em lei, que é de no mínimo 72 horas de antecedência. A pasta ressalta, ainda, que “está acompanhando de perto a paralisação e vai tomar as medidas judiciais cabíveis para garantir a continuidade do serviço”.
Indicativo de greve
Marco Júnior Duarte, diretor de comunicação do sindicato, afirma que já foram feitas quatro tentativas de negociação com os empregadores. Sem acordo, os rodoviários participarão de uma Assembleia no próximo domingo (31) para decidirem sobre o indicativo de greve geral para a segunda-feira (1).
Caos
No início da manhã, cerca de 200 rodoviários da empresa Coobrataete já haviam paralisado as atividades. Eles fizeram protesto e bloquearam com fogo a DF-250, via de ligação entre Paranoá e Planaltina. Os funcionários reclamam do atraso do tíquete alimentação, salário e cesta básica.