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Brasília

Após erradicações, invasores do Setor de Inflamáveis insistem em se restabelecer no local

Arquivo Geral

17/06/2015 6h00

Menos de duas semanas após serem retirados, invasores do Setor de Inflamáveis, no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA) tentaram se restabelecer no local. De acordo com a Agência de Fiscalização (Agefis), porém, a área continuava a ser monitorada e outros 15 barracos de madeira – da última vez 20 haviam sido destruídos – foram erradicados há alguns dias.

Na ação da última semana, a Agefis não registrou prisões. A ideia da agência é seguir um cronograma sigiloso de fiscalizações para combater as irregularidades quanto ao uso do solo. Além das invasões às portas das empresas, há terrenos em regularização no setor de chácaras Aschagas que contam com liminares da para permanecer por ali. Parcelamentos ilegais de alguns terrenos, porém, foram combatidos pelo órgão este ano.

O Jornal de Brasília cobriu a retirada 15 dias atrás, em que a Agefis derrubou 20 casas e, com auxílio da Polícia Militar do DF, apreendeu um menor de idade. O órgão se preocupa com as invasões na área, pois “é um local de risco   de acidentes”. “Entre empresas e moradias mais próximas, deveria haver 10 km da distância”, informou a agência por meio de sua assessoria.

Perfil

A Secretaria de Desenvolvimento Humano e Social, em 27 de maio, enviou equipe da Central de Vagas de Acolhimento ao local, entrevistou seis famílias e constatou “perfil socioeconômico de vulnerabilidade” e “fornecimento de água por poço e de energia elétrica clandestino”.

Segundo o subsecretário de Ordem Pública e Social (antiga Seops), Alexandre José da Silva, o quadro reduzido da pasta, após integração à Secretaria de Segurança Pública e Paz Social, dificulta as ações. “Trabalhamos de maneira mais reativa do que preventiva”, admite.

Briga antiga

Para ele, o caso do Setor dos Inflamáveis é uma “briga de gato e rato”, muito antiga, e que, a exemplo de outras áreas, tem dificuldades inerentes a seu combate. “A gente faz remoções das casas que dificultam as rotas de fuga, mas é um problema muito mais social e habitacional do que operacional”, diz.

Riscos para empresas e moradores

As ocupações irregulares na região são problema antigo na capital e, conforme mostraram as reportagens do Jornal de Brasília das últimas segunda e terça-feiras, representam riscos tanto para as empresas de armazenamento e distribuição de combustíveis ali instaladas quanto para os moradores da região. Apesar da situação de perigo, os habitantes preferem permanecer no local por não terem para onde ir. Além disso, eles reclamam das políticas habitacionais do Governo do Distrito Federal.

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