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Brasília

Após discussão, servidora é atropelada pelo marido no DF

Arquivo Geral

20/03/2019 11h09

Foto: Reprodução/TV Globo

Maria Júlia Spada
redacao@grupojbr.com

Luciana de Oliveira Santos, 44 anos, foi vítima de tentativa de feminicídio na noite de segunda-feira (18). A servidora pública foi atropelada pelo marido, o professor de Educação Física Galber de Sousa, 35 anos, por volta das 20h, em frente ao condomínio onde moravam, no Jardins Mangueiral, em São Sebastião. De acordo com a PMDF, o atropelamento aconteceu após uma briga.

O casal estava junto há 4 anos e morava com os dois filhos da vítima, frutos de outro relacionamento, de 12 e 14 anos. A briga se iniciou no começo da manhã do dia do incidente.

Segundo o delegado da 30ª DP, Marcel Soares, até a noite eles ainda estavam discutindo e decidiram ir para o carro no estacionamento do condomínio para ficar longe das crianças. “Ela se sentiu ameaçada durante abriga e desceu do carro para ir a pé até o condomínio”, explicou.

Foto: Reprodução/ TV Globo

Galber então a esperou passar por um caminho próximo à entrada e acelerou contra a mulher. “ Ele queria atropelar Luciana de frente, de acordo com os depoimentos de testemunhas, mas o carro bateu em barras de ferro e a acertou lateralmente”, contou o delegado.

Segundo a PM, a vítima teve lesões no tronco e foi atendida no Hospital de Base, mas passa bem e já prestou depoimentos pela manhã. ”Ela relatou que o companheiro era agressivo, já a agrediu fisicamente e verbalmente algumas vezes, mas nunca fez boletim de ocorrência”, contou o delegado. O casal chegou a ficar separado por três meses no ano passado, mas reatou recentemente.

Galber foi preso e encaminhado para a 30ª DP, onde irá responder por embriaguez ao volante, pena de seis meses a três anos, e tentativa de feminicídio, cuja pena máxima é de 30 anos.
Noite violenta

Por volta de 22:30 da noite de segunda-feira (18) em Itapoã, mais uma mulher foi vítima de violência. De acordo com a Polícia Civil, a vítima de 21 anos e a filha de 3 anos estavam em um apartamento quando o ex companheiro ligou o gás, ateou fogo em um colchão e fugiu.

O suspeito cumpria medida protetiva que o impedia de se aproximar da ex e a descumpriu indo até a casa da vítima e da filha dos dois. Até o momento ele ainda está foragido, segundo a polícia.

Saiba mais

– De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, o DF registrou um feminicídio por semana em janeiro deste ano.

– No ano passado três foram registrados no mesmo período. Em todo o ano de 2018, 28 casos casos foram compilados.

– O levantamento ainda aponta que 43% dos episódios foram cometidos por maridos ou ex-maridos.

– No Brasil, segundo a Comissão Interamericana, quase 130 mulheres foram mortas em razão do seu gênero desde o início de 2019.

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