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Brasília

Após denúncia, Agefis faz derrubada de invasão no centro de Taguatinga

Arquivo Geral

24/01/2017 7h00

Caminho de terra dava acesso ao barraco, que foi removido. Foto: Hugo Barreto

Eric Zambon
eric.zambon@jornaldebrasilia.com.br

Após denúncia do Jornal de Brasília, a invasão em frente ao 2º Batalhão de Polícia Militar, no centro de Taguatinga, foi erradicada. Uma equipe da Agência de Fiscalização (Agefis) foi ao local por volta das 9h de ontem e retirou as mudas de bananeira que demarcavam o terreno e o barraco dos responsáveis. A operação durou cerca de duas horas e meia.

Outras ocupações irregulares recentes

  • Invasões surgem com frequência no DF. Em 2015, a ida dos militantes do MRP ao Clube Primavera foi um paliativo pensado pelo Governo de Brasília para acabar com a ocupação no Hotel Saint-Peter, no centro da cidade. Porém, Taguatinga foi alvo de outra grande invasão, esta fomentada pelo Movimento dos Sem Teto (MTST). Em fevereiro daquele ano, os manifestantes ocuparam um terreno na QSB 12/13 como parte de uma ação maior para reivindicar, junto ao Governo local e Federal, moradia para mais de duas mil famílias.
  • Em janeiro de 2016, a Agefis extinguiu uma das maiores áreas griladas de Taguatinga, o antigo condomínio Cooperville, erguido em um corredor ecológico próximo ao Parque Nacional em terras pertencentes à União. A invasão, porém, estava consolidada há mais de 15 anos e foi comparada a Vicente Pires.

O imbróglio na área vinha desde dezembro, quando pelo menos duas pessoas teriam erguido cercas no espaço, montado uma casinha de madeira e até criado um endereço, afixado em um poste: “QNC 1, Chácara 2, Ouro Verde. CEP 72.115-510”. O terreno fica em frente ao antigo Clube do Comércio e da Indústria de Taguatinga (CIT), desativado há 15 anos, próximo à avenida Samdu Norte.

Onze dias atrás, a reportagem relatou desavenças entre os invasores e funcionários de um posto de combustíveis próximo. Uma testemunha ainda especulou sobre um segundo interesse, além de moradia gratuita, dos vizinhos indesejados: “Eles querem grilar e fazer chácara em uma área pública. Estão grilando à luz do dia”.

A Agefis tentou derrubar a invasão, primeiramente, em 22 de dezembro, mas os fiscais teriam sido confrontados e expulsos pelos dois homens. No dia seguinte, o órgão concluiu a operação, pois teve apoio da PMDF para agir. Dias após a erradicação, porém, os responsáveis voltaram e tentaram erguer uma cerca viva com mudas de bananeira. Desta vez, restaram apenas os sulcos de onde estavam as árvores plantadas indevidamente e os escombros da moradia improvisada.

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