Da Redação
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Na manhã desta quarta-feira (24) o serviço metroviário do Distrito Federal apresentou falhas e os trens precisaram operar em velocidade reduzida até o início da tarde, o que aumentou o tempo de viagem dos usuários. Segundo a administração do Metrô-DF, a queda de sinal na central de controle, em Águas Claras, foi responsável pelo problema.
“O trem parou em todas as estações por aproximadamente vinte minutos ou mais. Não nos davam nenhuma explicação sobre o que estava acontecendo, diziam apenas que eram problemas técnicos”, reclamou o servidor público João Gonzaga, que alegou ter demorado mais de duas horas para chegar à Rodoviária do Plano Piloto vindo da estação de Ceilândia.
O Metrô-DF informou que o problema foi sanado às 10h45, mas até o início da tarde os trens ainda andavam lentamente. A autônoma Maria do Amaral, por exemplo, desistiu de usar o transporte subterrâneo, por volta do meio-dia, ao saber dos possíveis atrasos que enfrentaria. “Todos que saíam da estação diziam que estava um caos. Preferi pegar o ônibus. É um absurdo tantos problemas e falhas e nada ser feito para melhorar”, disse.
Na semana passada, apagões no DF também causaram transtornos aos passageiros. Trens ficaram parados no caminho entre uma estação e outra e, além de precisarem se deslocar a pé, os passageiros tiveram que recorrer aos ônibus, sobrecarregando o transporte viário.
A companhia informou que um relatório com detalhes sobre o motivo da falha desta quarta será feito assim que se encerrar o processo de apuração.
E piora
A situação já não é muito animadora, mas ainda há a probabilidade que piore na próxima semana. Na noite da última terça-feira (23), o Sindicato dos Metroviários do Distrito Federal (Sindmetro-DF) realizou assembleia e decidiu iniciar greve a partir de segunda-feira (29).
“Estão faltando funcionários em operação, bilheteria e manutenção, uma vez que a terceirização desses serviços foi considerada ilegal”, explicou, por telefone, o secretário de administração do Sindmetro, Anderson Ferreira.
Outra reinvindicação da categoria é que o “caso do Facebook” seja arquivado. Antes da sabotagem do sistema, em março deste ano, alguns funcionários teriam feito comentários na rede social divulgando que os crimes aconteceriam. A administração do Metrô-DF solicitou investigação policial para saber se esses registros teriam relação com a interferência, mas o caso acabou fechado. Recentemente, porém, a questão foi reaberta, segundo o sindicato.
A companhia afirmou que ainda se reunirá com o Secretário de Administração Pública do DF, Wilmar Lacerda, para debater a questão e, portanto, ainda não se pronunciará sobre a possível paralisação. Uma nova assembleia do Sindmetro está marcada para este domingo – ainda não se sabe se haverá participação dos empresários – e deve confirmar ou não a greve.
A proximidade da falha no sistema de sinalização com o anúncio do sindicato foi tratada como coincidência e o Metrô-DF reiterou que acredita não haver qualquer possibilidade de ter acontecido nova sabotagem.