Soraya Sobreira
redacao@jornaldebrasilia.com.br
Écada vez maior o número de casais que se separam. É um momento difícil, onde muitas vezes a lado conturbado do fim da relação pesa mais do que a preocupação com o estado emocional dos filhos. Mas, em nome dos filhos, há casais divorciados que mantêm uma relação de amizade com o intuito de criá-los bem.
No Distrito Federal, conforme dados do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), só no primeiro semestre de 2011, 4.978 casais desfizeram a união. De acordo com a especialista em Direito de Família e professora pela UnB, Suzana Viegas, o aumento ocorre devido à aprovação do Projeto de Emenda Constitucional 66, em julho de 2010, que desburocratizou o processo de dissolução do casamento.
Roberto Vieira, 28 anos, e Soraya Regina Ferreira, 23 anos, estão divorciados há dois anos. Do relacionamento de seis anos nasceu Agatha Natasha. “Quando nos divorciamos, ela tinha apenas três anos. Foi difícil, mas tentamos mostrar a ela que somos pais presentes e que nos preocupamos com ela. Deixamos as desavenças de lado para educar melhor nossa filha”, diz Roberto.
Hoje, a menina está com seis anos. “Quando preciso falar com a minha filha, posso ir até a casa da mãe dela. Nós dividimos não só a guarda da criança, como também as despesas”, acrescenta.
Soraya considera a relação de comunicação importante para o desenvolvimento da filha. “Não precisa descontar na criança. Ele é um bom pai, por isso, resolvemos viver bem em prol da nossa filha”, explica. Ela aconselha aos ex-casais a não brigarem em frente às crianças. “Não falar mal um do outro é essencial. Afinal, os pais são referências para os filhos”, recomenda.
Leia mais na edição impressa deste domingo (18) do Jornal de Brasília.