Dois aplicativos lançados no Brasil podem ajudar na coleta de informações sobre transporte público e segurança. O brasiliense Mobee (http://www.mobee.io/) e o baiano Onde fui roubado (http://www.ondefuiroubado.com.br) contam com a “colaboração coletiva” para facilicar a vida de usuários fornecendo informaçoes mapeadas com as experiências e outras pessoas.
O Mobee , gratuito e disponível apenas para a web, vem com a proposta de agilizar a troca de informações sobre o transporte público do Distrito Federal. Criado por cinco amigos que trabalham com tecnologia e são usuários do transporte público, a ideia da ferramenta é oferecer um mapeamento de paradas de onibus, o destino das linhas e até mesmo a quantos metros está o veículo mais próximo.
Talvez o maior sucesso nesse tipo de experiência seja o Waze (https://www.waze.com/). No aplicativo, os motoristas informam sobre as condições de mobilidade com dados sobre acidentes, engarrafamentos, perigos e outros eventos ao longo do percurso.
Já a plataforma “Onde fui roubado” foi desenvolvida por estudantes de Ciências da Computação da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Ele foi criado a partir de relatos diários de violência urbana como assaltos e roubos. Desde seu lançamento, o aplicativo já recebeu mais de 17 mil denúncias de 399 cidades em todo o Brasil. São Paulo é a recordista, seguida de Fortaleza, Belo Horizonte e Rio de Janeiro.
Disponível em 60% das cidades brasileiras (aquelas que são alcançadas pelo Google Maps), o site ajuda a mapear as ocorrências a partir das denúncias anônimas das próprias vítimas. Na página, a pessoa informa local, data, horário, objetos roubados e o próprio sexo. Além de fazer um breve relato sobre a ocorrência, é possível selecionar sete tipos de crime, desde furto até assalto à mão armada e sequestro relâmpago.
Segundo Bruno Cardoso, do Núcleo de Estudos da Cidadania, Conflito e Violência Urbana (NECVU/UFRJ), os aplicativos refletem a cultura participativa e colaborativa atual. “Para a maioria das pessoas, o boletim de ocorrência é só uma coisa burocrática. Os aplicativos se baseiam na coletividade e criam um banco de dados relativamente neutro e de fácil acesso, que pode ser usado para pensar a segurança local”, afirma.