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Brasília

Antigo ponto de tráfico em Ceilândia será revitalizado

Arquivo Geral

01/08/2011 7h53

Kamila Farias
kamila.farias@jornaldebrasilia.com.br

Oque antes dava espaço para as drogas, o crime, a sujeira e a uma vida sub-humana está ganhando cara nova e servirá de palco para a cultura e lazer dos moradores de Ceilândia.  A obra inacabada, localizada na QNN 13, mais conhecida como  Castelo de Grayskull, que antes era ponto para usuários de drogas, recebeu da Secretaria da Juventude, Administração Regional e da comunidade o primeiro passo para a revitalização.

Durante todo o domingo, voluntários e governo se reuniram para capinar, pintar e limpar o espaço. O objetivo é ocupar o ambiente, onde dezenas de usuários fixaram moradia e levaram insegurança aos moradores da região. Além disso, pretendem preparar o local para receber uma tenda de circo, onde acontecerão diversas atividades culturais para a comunidade, como cinema para os alunos dos ensinos Fundamental e Médio, oficinas de teatro, grafite, brake e palestras de prevenção contra as drogas e doenças sexualmente transmissíveis. Até o final de agosto, o espaço já estará disponível.

Segundo o secretário de Juventude, Fernando Neto, o espaço servirá como ambiente de ressocialização e conscientização. “Os jovens vão encontrar aqui uma oportunidade de aprender sobre arte, dança, e temas mais abrangentes, como o bom convívio longe das drogas e do crime”, afirma. O secretário conta também com a participação da comunidade, que poderá levar projetos sociais para o local, já que era um pedido feito por eles há muito tempo. “Resolvemos retomar o espaço, pois além de ser uma demanda antiga dos moradores de Ceilândia, era um local onde se via a degradação da humana. Era uma situação de emergência”, ressaltou Neto.

Os vizinhos do Castelo de Grayskull agradecem. Para a dona de casa Vitória Oliveira, a sensação era de insegurança. “Morria de medo, mas agora me sinto mais a vontade, inclusive para frequentar”, comentou.

Ao longo do dia ocorreram atividades musicais com  nomes do hip hop de Brasília, em especial de Ceilândia. Personalidades como Japão, do Grupo Viela 17, DJs Jamayka, Raffa Santoro e Duck Jay, o rapper Marquinhos do Grupo Tropa de Elite e grupo Atitude Femininae. Teve também rock com a banda Os Cabeloduro, entre outros. O grafite ficará por conta do grafiteiro Satão do DF, Zulu Brakers. Envolvido desde o início com o projeto, o DJ Raffa conta que está todo mundo envolvido de forma voluntária para oferecer espaço para a cultura. “O governo é muito burocrático, então tinhamos que invadir o espaço para utilizar de alguma forma. Era um local ocioso há mais de dez anos e agora terá oficinas de cultura. Vale lembrar que não queremos excluir os usuários, queremos envolvê-los nesse novo ambiente”, comentou.

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