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Brasília

Antiga rodoferroviária de Brasília pode virar museu de ciências

Arquivo Geral

30/06/2010 17h23

Comissão de representantes da Universidade de Brasília e do Ministério de Ciência e Tecnologia apresentaram à Secretaria de Patrimônio da União autorização para utilizar da antiga rodoferroviária de Brasília para implantar museu de ciências. O projeto da construção do prédio foi apresentado nesta quarta-feira, 30 de junho, na UnB. Mônica Menkes, representante do ministério na comissão, estima que serão necessários R$ 55 milhões para a reforma do local e implantação do museu.

 

Durante o encontro, foi discutida também a possibilidade de construção do museu na área do lado do Instituto de Ciências Biológicas, no campus Darcy Ribeiro, caso a proposta de uso da rodoferroviária não se consolide. Mas a área da rodoferroviária é considerada ideal. A comissão acredita que o lugar favorece a popularização da ciência, objetivo do projeto. “Não poderia estar mais bem localizada, vai ser uma referência. Ali muita gente vai ter acesso”, defende Ildeu Moreira, representante do ministério na comissão.

 

O reitor da UnB, José Geraldo de Sousa Junior, também defende a construção no museu na rodoferroviária. “É um local por onde a cidade circula. As suas adjacências favorecem a criação de polos”, afirma. Ele acredita que o encontro foi um passo importante para a concretização do museu. “Fazer com que esse projeto faça parte do imaginário da comunidade acadêmica é fundamental. Estamos numa manhã auspiciosa”, disse. Para José Geraldo, a universidade está vivendo uma fase de reviver sonhos antigos, como a construção do Centro de Convenções da UnB. 

 

CULTURA – Ildeu Moreira disse que o principal desafio para a implantação de um museu no Brasil é a falta de hábito da população em frequentar esses locais. “Enquanto no Brasil 5% das pessoas frequentam museus, a média na Europa é de 30%. Precisamos criar primeiro a cultura de visitação”, disse. Essa não é a única barreira na opinião dele. “Teremos de superar também a ideia de que museu é coisa das classes economicamente favorecidas, além de convencer nossos próprios pares da importância de termos um lugar assim”.   

 

O convencimento é fundamental para garantir os recursos. “Ainda não temos dinheiro. Vamos começar a correr atrás de patrocínio de empresas privadas, investimentos governamentais, patrocínios estatais e de organismos internacionais”, explica Mônica Menkes.

 

Durante a apresentação do projeto do museu, foi exibido vídeo que permitiu aos alunos e professores presentes percorrerem os 20 mil m² previstos para a construção, que serão distribuídos entre anfiteatro, auditório, observatório astronômico, planetário, restaurante, lojas e espaços temáticos. O professor Cássio Laranjeiras, do Departamento de Física e membro da comissão, explicou que o principal objetivo do museu é aproximar a sociedade da ciência. “Queremos que crianças, adultos e idosos visitem a gente. Sabemos que podemos proporcionar lazer, conhecimento e até estimular vocações científicas”, disse.

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