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Brasília

Ano está prestes a terminar sem salário na conta

Arquivo Geral

30/12/2014 7h00

Cerca de 36 mil trabalhadores das áreas da Saúde, Educação e terceirizados estão prejudicados com o atraso do pagamento dos salários. A previsão é de que nesta manhã, em audiência no Ministério Público do Trabalho (MPT-DF), o Governo do Distrito Federal dê um posicionamento sobre a quitação das faturas das empresas terceirizadas. 

O GDF garante que vai fazer o pagamento. Representante do governo, o procurador Osdymar Matos afirmou ontem que haverá remanejamento de R$ 1 bilhão para pagamentos atrasados, durante   audiência. Ainda sem data definida, a negociação também atende a administração direta e pendências salariais   e de contratos. O problema afeta funcionários encarregados pela limpeza de hospitais,  recepcionistas e vigilantes.

Na última semana, um decreto   cancelou os investimentos destinados ao pagamento de produtos e serviços, realizados desde 1º de maio. “O quadro é dramático e a irresponsabilidade  deverá ter consequências”, alegou Sebastião Vieira Caixeta, procurador-chefe substituto do MPT-DF, durante a reunião.

Segundo Antônio Rabello,   do Sindicato das Empresas de Asseio, Conservação, Trabalho Temporário e Serviços Terceirizáveis, “será um fim de ano sem festa para os trabalhadores”. 

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Somente a empresa Ipanema Serviços tem a receber mais de R$ 38 milhões de quatro contratos com a Secretaria da Saúde. Segundo o Sindicato das Empresas de Segurança Privada (Sindesp-DF), se forem somados os valores dos serviços de dezembro, ainda não faturados, a dívida  ultrapassaria R$ 50 milhões.  
 
Até ontem, a empresa deveria ter recebido R$ 9 milhões, prometidos em audiência na semana passada. O GDF tem alegado que vai quitar todos os débitos até o fim do ano.

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