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Brasília

Animais são as principais vítimas dos incêndios no DF

Arquivo Geral

13/09/2010 8h18

Da Redação

redacao@jornaldebrasilia.com.br

 

O período de intensa seca que Brasília passa todos os anos, parece próximo de um fim, de acordo com a meteorologia. Contudo, os incêndios são registrados diariamente em grande proporção e as maiores vítimas desta constante realidade que têm destruído parte das áreas verdes do Distrito Federal, são os animais.

 

A Reserva e Parque Ecológico Ezechias Heringer, do Guará, está sob grande alerta. O parque já enfrentou inúmeros incêndios que precisaram ser controlados tanto pelo Corpo de Bombeiros, quanto pelos policiais militares da reserva. Estes incêndios em áreas ecológicas causam a morte de centenas de animais, e os que sobrevivem ficam ameaçados pela fumaça, que intoxica, e pela falta de alimento. O fogo prejudica o solo e destrói o habitat dos bichos.

 

O sargento Soares, integrante da Polícia Militar da Reserva, conta que muitos animais vivem nas dependências do Parque Ecológico e que qualquer início de incêndio é muito  preocupante. Tanto pela vida destes animais, quanto pelas vidas dos que trabalham no local. “Na mata a gente pode encontrar muitos animais como, a Jaguatirica, aves de todos os tipos, o Lobo Guará, capivaras e outros mais. Precisamos tomar conta de tudo para que nada aconteça a eles. Senão, daqui a pouco não existe mais nada”, diz o sargento Soares.

 

O sargento J. Xavier conta que muitos animais ao verem o fogo,  ficam extremamente assustados e acabam invadindo, numa tentativa de refúgio, as casas de pessoas que moram mais próximas aos parques ecológicos. É ai que entra mais um trabalho de resgate por parte dos agentes.

 

“Há poucos dias tivemos de enfrentar um incêndio que provavelmente começou por conta de algum toco de cigarro que jogaram da pista. Ajudamos o Corpo de Bombeiros com nossos abafadores, mas não é fácil. Nesta época de seca é triste. Mato seco vira pólvora. Qualquer toco de cigarro, espelho jogado no mato ou saco plástico transparente pode dar início a um grande incêndio. São cobras que evadem da mata, aves, tatus e muito outros bicho que a gente nem vê porque acaba morrendo. Precisamos ter consciência”, fala o sargento Xavier.

 

Leia mais na edição desta segunda-feira (13) do Jornal de Brasília.

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