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Brasília

Ampliação do Metrô/DF esbarra nas limitações da rede de abastecimento da CEB

Arquivo Geral

25/10/2012 7h03

Soraya Sobreira
soraia.sobreira@jornaldebrasilia.com.br

 

Apagões frequentes e as limitações no abastecimento de energia são como baldes de água fria no plano de expansão e modernização da Companhia do Metropolitano do DF (Metrô-DF). A ideia do projeto é expandir o número de estações para atender melhor os usuários. Entretanto, com os prejuízos e transtornos causados pela incapacidade da Companhia Energética de Brasília (CEB) fornecer a energia necessária para que o sistema seja ampliado, o projeto tem sido tratado até como um problema de governo.

 

No último apagão do dia 4 de outubro, por exemplo, o Metrô-DF registrou um prejuízo incalculável, mas somente R$ 7,5 mil foram gastos com a devolução de passagens. Neste dia, utilizaram o sistema cerca de 2,5 mil passageiros. “Nosso combustível é a energia. Obviamente que quando falta, ficamos de mãos atadas”, considera a presidente do Metrô-DF, Ivelise Longhi. “Do jeito que está, fica muito difícil”, assume.

 

Para poder operar com a capacidade superior e com qualidade, o órgão responsabiliza um limitador de energia. “Hoje, trabalhamos com uma energia de 750 volts temos 17 subestações de energia. Toda vez que se pensa em modernizar, em fazer atualizações, é claro que quanto mais energia você tiver, se consegue trabalhar melhor”, ressalta. Apesar de reconhecer o entrave, a companhia ainda estuda formas de tocar o projeto.

 

“É difícil, para quem está dentro do trem, entender que o problema não é do sistema metrô. Na verdade, é um problema de governo como um todo”, aponta Ivelise. Porém, ela destaca que estão sendo feitas negociações junto a CEB para melhorar o sistema de alimentação de energia. “As ações servirão no sentido de que a gente possa colocar mais metrôs na linha e proporcionar um atendimento melhor. A CEB tem um compromisso conosco, de até o final deste ano nos apresentar um reforço da subestação de Águas Claras, que é uma das mais complicadas e carentes em termos de atendimento”, informa a presidente do Metrô-DF.

 

 

A CEB argumenta que as obras que afetam diretamente o Metrô são as da ampliação da Subestação de Águas Claras, com a implementação de um terceiro transformador. Com esta, medida, a companhia diz que ampliará a capacidade de operação do sistema de transporte. Esta obra tem prazo previsto para ser finalizada em março de 2013 e está avaliada em quase R$ 5 milhões.

 

De acordo com o Metrô, até agora já foi feita a licitação para elaboração de projeto básico e executivo do plano de expansão. “Fizemos antes um estudo de viabilidade técnica, econômica e social da linha onde estudamos expandir. Observamos a demanda, qual população vamos transportar, em quais pontos, o perfil, o impacto ambiental e econômico para a região”, explica Ivelise. 

 

 
A ideia é contemplar o DF com cinco novas estações espalhadas por Ceilândia, Samambaia e início da Asa Norte. “Depois, queremos ir até o final da Asa Norte. Com isso, queremos aumentar o quantitativo de atendimento. Vamos colocar mais tecnologia no sistema, podendo ampliar a quantidade de trens”, prevê.

 

Na fase de projeto já foram gastos R$ 17 milhões de recursos do GDF. A obra está inserida no PAC da Mobilidade, do Governo Federal.  “Temos disponíveis R$ 700 milhões. Pretendemos, no primeiro semestre de 2013, licitar a  obra. E que até 2015, a população possa contar com estas melhorias”, conclui.

 

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