Compartilhar sorrisos. Esse é o objetivo da Organização Não-Governamental (ONG) Sorria, que já ajudou mais de 600 crianças em dois anos de existência. Distribuindo alegria por onde passa, o grupo de 15 amigos resolveu iniciar a arrecadação de roupas, brinquedos, alimentos não-perecíveis e produtos de higiene pessoal com a finalidade de ajudar as famílias de crianças carentes.
O estudante de arquitetura Douglas Rafael Nascimento, 22 anos, é o fundador do projeto e explica como surgiu a ideia: “Um dia, eu estava num restaurante e aconteceu de duas crianças passarem vendendo balas e chicletes. Fiquei sensibilizado com a situação, pois a mais velha tinha pouco mais de seis anos. Eu chamei para conversar e elas me contaram que estavam trabalhando para ajudar a mãe a pagar o aluguel. Daí caiu a ficha. Quando tinha a idade dessas meninas, eu não tinha esse tipo de responsabilidade. Apenas estudava e brincava. Fiquei muito comovido”, revela.
Ele contou aos amigos sobre a situação que havia presenciado e, juntos, decidiram agir em prol das crianças menos favorecidas. Em menos de um mês, já estavam se organizando. Como ninguém do grupo tinha experiência na área, eles pesquisaram na internet e começaram o processo de abertura da ONG.
Esperança
A publicitária Michelle Leite, 30 anos, também faz parte do grupo e conta que a intenção da ONG vai além da doação material. “O nosso papel não é apenas assistencialista. Levamos às crianças mensagens de esperança. Com o carinho e a atenção que oferecemos, mostramos que elas são capazes de vencer na vida e conquistar tudo o que sonham”, conta, emocionada.
O estudante de Direito Higor Ferreira Frausino, 24 anos, também aderiu ao projeto: “Lembro que me ofereci para ajudar a embrulhar alguns brinquedos. Participei mais vezes e me identifiquei muito com o trabalho. Vi que se tratava de algo sério e resolvi me tornar um membro. Queremos que as crianças se sintam acolhidas, que tenham maior perspectiva a respeito de suas vidas e não se sintam abandonadas”.
Dificuldades no caminho
Uma das maiores dificuldades encontradas pelo grupo é a falta de um espaço físico para dar andamento ao projeto. Além disso, eles reclamam da burocracia envolvendo o processo de reconhecimento da ONG. A busca por patrocinadores também é um desafio árduo.
Eles se reúnem semanalmente para discutir as áreas de maior necessidade, além de medidas para melhorar o atendimento feito por eles. As entregas das doações são periódicas, com direito a teatro e música. Além de brincadeiras, os voluntários levam palavras de amizade e fé, motivando o respeito e o amor entre as crianças.
A última ação foi feita na Estrutural. Apesar de a demanda ser grande, a equipe não desanima. Douglas acredita que a felicidade só é completa quando se compartilha com o próximo. “Todos têm o que acrescentar na vida uns dos outros. Não tem como sermos felizes plenamente se não nos ajudarmos”, diz.
Ele aproveita para fazer um convite: “Aqueles que estiverem dispostos a compartilhar sorrisos e felicidade, que desejam ter momentos inesquecíveis, são bem-vindos. Precisamos de pessoas que queiram ajudar e que se comprometam a fazer um mundo melhor. As crianças agradecem.”