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Brasília

Ambev e WWF apresentaram resultados de projeto ambiental no DF

Arquivo Geral

22/03/2014 16h01

Em comemoração ao Dia Mundial da Água, a Ambev apresentou neste sábado (22) os resultados do trabalho para a conservação de bacias hidrográficas que desenvolve no DF desde 2010. Nesta primeira edição do Projeto Bacias, iniciativa da companhia desenvolvida junto ao WWF Brasil, a empresa realizou, durante quatro anos, atividades de recuperação, conservação, gestão e conscientização dos recursos hídricos da região. Em celebração à data, voluntários e a comunidade fizeram o plantio de 100 mudas de plantas típicas do Cerrado, cultivadas no viveiro do Projeto.

Além de prestar contas à sociedade e parceiros, a ação visou conscientizar a população para a influência de atitudes simples na conservação dos recursos naturais. O gerente de Meio Ambiente da Ambev, Eli Cardoso, recebeu para o evento de comemoração o Subsecretário de Sustentabilidade Socioambiental do GDF, Cadu Valadares, o diretor da ADASA, Diógenes Mortari, o coordenador do WWF Brasil, Glauco Kimura, além de parceiros, líderes comunitários e o time de funcionários da companhia.

A Ambev buscou deixar benefícios permanentes e sustentáveis no Distrito Federal, promovendo melhorias nas condições dos recursos hídricos da bacia e incentivando o despertar da comunidade para o cuidado com os recursos do córrego. O foco do trabalho foi a bacia do Córrego Crispim, localizada no Gama e pertencente à bacia do Corumbá, e que tem grande importância na rede hidrográfica da região.

A escolha do Gama como primeiro local para ação do projeto se deu pela necessidade de recuperação e capacidade de envolvimento da população, explica o gerente Eli Cardoso: trata-se de uma região muito importante porque abastece a água que chega a praticamente todo o país. “Além dos resultados para quem vive no Gama, buscamos replicar esse sistema pra outros locais”, completa.

Na ocasião, Diógenes Mortari, da Adasa, parabenizou a iniciativa da Ambev: “Hoje ouvimos por aí muitas críticas, mas poucas ações efetivas que saem do papel, como o Projeto Bacias”. Já o subsecretário de Sustentabilidade do GDF, Cadu Valadares, reforçou a contribuição do setor privado e da sociedade nesse movimento de conscientização para o uso dos recursos naturais e anunciou que em breve estará nas ruas o edital do Governo para a recuperação do Parque da Prainha, no Gama. 

Resultados alcançados

O gestor do projeto no WWF, Glauco Kimura, explica que o trabalho foi todo embasado em estudos da região. “Fizemos um diagnóstico participativo da bacia do Crispim aonde nós mapeamos, junto com a comunidade, áreas críticas de recuperação”, indica. A partir da identificação de nove áreas críticas, foi elaborado um plano de recuperação com as lideranças locais.

Entre os resultados obtidos está a recuperação de 5,9 hectares da área que compõe a microbacia, o equivalente a sete campos do Maracanã por meio do plantio de 5.700 mudas e o monitoramento da qualidade da água do local, que atualmente já está no nível “aceitável”. O trabalho de conscientização junto aos funcionários, aliado ao rígido sistema de gestão ambiental da companhia, também fez com que, nos últimos cinco anos, a fábrica na região do Gama reduzisse em 17% o consumo de água, economia suficiente para encher 20 piscinas olímpicas ou abastecer uma cidade de 50.000 habitantes por uma semana.

Para a moradora da região e líder comunitária Cleuza Maria, o projeto criou um sentimento de pertencimento da comunidade em relação ao córrego. “Ele nos deixou mobilizados, conscientizados dos nossos deveres”, explica dona Cleuza. “Através do projeto, nós aprendemos a conviver melhor com o meio ambiente. Porque o córrego é água e água é vida”, completa.

Genivaldo Brito, funcionário da fábrica da Ambev, lembra que o Projeto tem importância especial para quem teve contato com o local. “Quem conheceu esse córrego Crispim, quem teve a oportunidade de banhar na famosa Geladeira, brincar bastante e ter uma infância igual a que eu tive, acredita que ele vai voltar ao normal”, argumenta. Para ele, o projeto tem grande valor também para a comunidade.

O trabalho realizado no Gama foi apenas o primeiro passo do Bacias. Além dos ganhos pontuais, o maior resultado obtido foi a construção de uma base sólida de conscientização e engajamento na região, estreitando laços com a comunidade local e dando força para as práticas de desenvolvimento sustentável. “São quatro anos de trabalho, de envolvimento, de erros e acertos e de muita troca”, diz Amorim.

Na prática

Na região da bacia do Crispim foram colhidos dados sobre a natureza e os hábitos da população por meio de um eco mapeamento. O estudo guiou o trabalho na região, engajando os moradores próximos à bacia e estabelecendo, desde cedo, o espírito de conservação. O mapeamento constatou, por exemplo, a necessidade de reflorestamento da área e o fato de que entre entrevistados frequentadores do Crispim, cerca de 60% gostaria de colaborar na recuperação das águas.

Para atender as demandas ambientais latentes, a Ambev desenvolveu um viveiro de mudas nativas do Cerrado que alimenta, desde 2011, o Córrego Crispim. Voluntários locais auxiliam nos mutirões de plantio, alcançando um total de 5.700 mudas e 150 m² de agroflorestas. Em paralelo, o Projeto monitora mensalmente a qualidade da água no Córrego Crispim e em outros cinco córregos do Distrito Federal que abastecem o Lago Paranoá.

Além de manter ações em prol do meio ambiente, outro destaque da iniciativa é a atuação junto a diferentes públicos, a partir do modelo de gestão participativa que inclui funcionários da Ambev, governo, sociedade e líderes comunitários. Desde o início do Projeto, 8 mil pessoas foram mobilizadas por meio de palestras, eventos e entrevistas. Ao longo de seus quatro anos de existência, o Bacias realizou diversas atividades lúdicas, cursos e oficinas com temáticas relacionadas à preservação da água, todos gratuitos e abertos à comunidade.

O Projeto complementa o Sistema de Gestão Ambiental (SGA) da Ambev consolidado há 21 anos, que tem o cuidado com o meio ambiente como prioridade, tornando a companhia referência de melhores práticas. Tendo a água como sua principal matéria prima, a companhia trata este tema como prioridade nas suas ações ambientais, entre elas o projeto Bacias.

 

Expansão

Dentro da proposta de expansão da atuação do Projeto Bacias a demais estados brasileiros, a Ambev passou a executar, em março de 2013, ações para preservar a Bacia Hidrográfica dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, a qual tem grande importância para o abastecimento hídrico de São Paulo e de sua fábrica em Jaguariúna.

A iniciativa, desta vez em conjunto com outra grande organização ambiental internacional, a The Nature Conservancy (TNC), tem como principal conceito o Pagamento por Serviços Ambientais, que está centrado na ideia de que as áreas naturais prestam uma série de serviços para a sociedade.

Dessa forma, os produtores locais que se comprometerem a adotar práticas de conservação em suas propriedades – como ações de recuperação de áreas degradadas, de conservação dos remanescentes florestais, e de manejo adequado do solo – podem receber uma compensação financeira pelos benefícios prestados à sociedade.

 

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