Bruna Sensêve
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O município de Novo Gama está localizado a 40 quilômetros do Distrito Federal e faz parte da Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride). Com 96.442 habitantes e área total de 314,9 km², os moradores contam com sete escolas estaduais e mais de 30 municipais, entre Ensino Básico, Fundamental, Médio e Ensino de Jovens e Adultos (EJA). A reportagem do Jornal de Brasília esteve, ontem, em muitas delas e pôde registrar a situação precária que os estudantes precisam enfrentar na rotina escolar.
O Centro de Aprendizagem e Integração de Cursos Novo Gama (Caic Novo Gama) é aquele que apresenta pior estrutura e maiores dificuldades para a realização de atividades. Segundo o diretor, Nilson Ferreira dos Santos, a escola foi fundada em 1994 e, desde então, não recebeu uma reforma estrutural, apenas uma “maquiagem”, como pintura e novas luminárias. Ali estão registrados 1.400 alunos, mas poucos compareceram para o primeiro dia de aula, em 24 de janeiro. A escola funciona em três turnos. O matutino com 20 turmas, vespertino com nove e noturno com dez. Muitos dos que chegaram ao colégio para as aulas à tarde, turno que inicia às 13h30, foram liberados às 14h50, devido à falta de professores.
O deficit no quadro docente atinge todas as escolas estaduais, que precisaram fechar as portas dos laboratórios e bibliotecas para um remanejamento de professores, priorizando as atividades em salas de aula. Segundo a Subsecretaria Regional de Educação de Luziânia, responsável pelo município, a medida é temporária e visa atingir o número necessário de professores em sala. Os laboratórios e bibliotecas ainda podem ser utilizados com a observação do coordenador pedagógico. O diretor do Caic Novo Gama explica que, mesmo com os professores retirados da biblioteca e laboratórios, ainda faltam professores para a demanda de alunos. Ele acrescenta que esteve na cidade de Luziânia, na manhã de ontem, em busca de respostas em torno do assunto, ainda não esclarecido ao seu ver.
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