
“Ganhamos por que pensamos diferente”. É a isso que o estudante Alexandre Crepory, 19 anos, integrante da Divisão de Robótica Inteligente (Droid), da Universidade de Brasília (UnB), atribui a vitória do grupo na Competição Brasileira de Robótica (CBR), no mês passado, em Fortaleza. A equipe é composta por 25 alunos dos cursos de Engenharia Elétrica, Mecatrônica e de Computação.
O evento ocorreu entre 16 e 21 de outubro na Universidade de Fortaleza (Unifor). Os brasilienses ficaram em 1º lugar na categoria IEEE–SEK, para robôs totalmente feitos de lego, e em 2º na IEEE – Humanoide Robot Racing (corrida de robôs humanoides).
Quinze instituições, entre universidades públicas e privadas, faculdades e escolas, participaram da competição. Na IEEE-SEK, os robôs são colocados em uma espécie de arena, dividida em duas partes, uma para cada equipe. Bolinhas de cores azuis e laranjas são espalhadas pelo espaço. As bolas laranjas representam pontos negativos e as azuis, positivos. O objetivo é lançar o maior número de bolas laranja nos adversários. A duração do jogo é de cinco minutos e são permitidos dois robôs por grupo. Um professor é o juiz do embate.
Os estudantes acreditam que a vitória na primeira categoria foi possível por que a tática utilizada na programação dos robôs (que são independentes e não precisam de controle remoto), foi diferenciada das outras equipes.

Adversários
Eles explicam que enquanto os adversários construíram máquinas capazes de identificar primeiro as cores para depois lançar as bolinhas, os brasilienses se preocuparam com a proatividade. “Um dos robôs juntava as bolinhas e o outro lançava. Não nos preocupamos em programar os robôs para identificarem cores por que isso os fazia perder muito tempo. Nosso foco foi a agilidade”, diz Alexandre.
Já na IEEE – Humanoide Robot Racing a ideia é fazer com que o robô, que tem o formato de um humano, percorra uma área de pouco mais de 2m no menor tempo possível. Os alunos contam que nos primeiros testes realizados o representante da Droid fazia o percurso em 45 segundos.
Com os ajustes feitos pela equipe, esse tempo caiu para 21 segundos, menos da metade do inicial. Este é o primeiro ano que a Divisão de Robótica trabalha com esse tipo de máquina. Os trabalhos começaram em agosto passado.